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Quando penso em ocê
Me da voltade de chorá
Eu vô te dize porque
Ocê foi meu pio azar 

Com ocê num quero mais vive
Ocê fica na fuzarca
Depois fica querendo me lograr
Num vem chorá as pitanga
Eu vô chispá daqui
To com ocê até a orêia 

Chega em casa,
com esse bafo de cachaça,
e que me beja
Me dá um imbruio no instomago
Sinto inté farta de ar 

Larga de eu seu fedido
Com ocê num quero mais fica
Ocê pensa que é bunito
Mais parece um gambá 

Ocê é muito desmilinguido
Num guento mais sua inhaca
Inté parece que num sabe se lava
Nem sabão num passa 

Óiaqui! Vô te conta um trosso
Sabão no corpu num derrete não
Só vai tirar tua craca
Inté parece que num pode nem rela sô 

Fica aí com sua pingaiada
Qui eu vô um home campeá
Eu quero um home perfumado
Sem mal Hálito pra beja 

De barba feita cabelo pentiado
Qui passe aquele tal de ger,
Qui me leve passea
Num vô anda mais de mula
Vô de carango,
sentindo os cabelo espaia 

Larga de eu seu azarento
Com ocê num tem mais jeito
Vou vira dondoca da cidade
Num vô lida mais na roça
Tá escutando,
seu fiote de cruiz credo
E num vem atrais de eu
Porque eu num te quero

Andreia Cristina Guadagnin
Enviado por Andreia Cristina Guadagnin em 29/05/2006
Reeditado em 30/05/2006
Código do texto: T165529
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Sobre a autora
Andreia Cristina Guadagnin
Pariquera-Açu - São Paulo - Brasil, 40 anos
199 textos (20219 leituras)
2 e-livros (138 leituras)
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Andreia Cristina Guadagnin