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Nada como uma noite atrás da outra e um pernilongo no meio

Não é sofá-cama,mas quebra seu galho
É onde descansa o corpo cansado.
Acaba a novela.Finda o jornal.
Outra novela.Outro comercial.
Sacudido,cutucado...Pobre diabo!!
Se põe em pé,anda afinal.
Ruma pro quarto e começa o martírio:
Picada,calor,coceira,zumbido!
Tem tapa na orelha...zunido no ouvido!
O intruso se põe a zunir,agora se apresentando:
"Zuim!Zuim!Zuim!Zuim!"-Zuando!
"Zuim!Zuim!Zuim!Zuim!"-Zunindo!
Pressentindo a perturbação,cobre a cabeça...Em vão!
Põe atenção...mas acaba explodindo:
-"Mas que lindo!Agora zunes perto do meu ouvido?"
O pernilongo nocivo,chato,pernicioso...
Alça vôo...mas volta de novo
Naquele zuim sem fim.
Fora de si pula da cama.
Grita,xinga e reclama:
"Paciência tem limite...Pôxa,quero dormir!"
Desconfiado,senta,levanta
Observa.Fica à espreita.
Então,deita,em paz!
E o pernilongo faz:
"Zuim!Zuim!Zuim!Zuim!"
-"Ah,Satanás,agora chegou teu fim!"
Zangado,quase cego,enfurecido
Encontra o "reles bandido"
Rechonchudo e satisfeito
Refestelado,bem em cima do peito
Arfante (do tal senhor).
Com requinte e muito jeito
Agarra o "torturador"
Pelas longas,finíssimas pernas
(belas,tortuosas e bambas canelas)
Se sentindo o "El matador!"
E perdendo a noção do ridículo
Indaga ao prisioneiro oprimido
Em alto,preciso e bom söm:
-"COMO CONSEGUE ACHAR MEU OUVIDO
EM MEIO A TANTA ESCURIDÃO?????????

O pernilongo? Nem respondeu...MORREU!!!!

Zuca
Enviado por Zuca em 03/09/2005
Reeditado em 10/07/2016
Código do texto: T47206
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Zuca
Umuarama - Paraná - Brasil
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