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Reflexão fúnebre

Traste ou não, respeitam o falecido
Sinal-da-cruz, rapapés, silêncio, oração...
O sujeito defuntável inerte no seu caixão.      Parece estar satisfeito pois nem reclama da posição
Bico calado
         Bem comportado
               Bem alinhado, o ex-cidadão
Bem alojado
         Primeira-linha
                    Almofadado...
Por todo lado, velas acesas
Pra evitar qualquer surpresa na fatal escuridão
São brancas, todas as flores
Procurando não destoar
imprescindível combinar
Com a branca cor do distinto.Já extinto, por azar.
O que falar, desse coitado, que alternativa não tem?
É agonia demais, pra um defuntinho só...Tem dó!
         E como fica o forró?
          A cervejinha gelada?
            O samba?
              A mulherada?
E outras "coisinhas"mais importantes, essenciais?
Será que lá faz...??? Só jaz?
Que pavorosa situação. Ao público exibição...
Depois, aos vermes
            A deus-dará
                 Ao purgatório
                      Ao inferno...
O que será que merecerá, Pai eterno?
Além de ir pro além
7 palmos de terra no macabro cemitério?Despautério!
Depois, a falta de respeito...Não tem jeito
Dão às costas...Vão embora
Consumado o ato!
É hora da solidão, de fato.

Rapaz, pensando bem: Morrer deve ser tão chato!!!!
Zuca
Enviado por Zuca em 09/09/2005
Reeditado em 11/07/2016
Código do texto: T48898
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Zuca
Umuarama - Paraná - Brasil
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