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DEIXAR OU NÃO.


- Deixa eu pôr, vai...
- Nada disso.
- Por quê? Eu garanto que não vai doer nada.
- Isso é o que todos dizem na primeira vez.
- Olha, eu juro que empurro bem devagar. Você não vai sentir entrar.
- Não? Olha só o tamanho da coisa!
- Não tema o tamanho, porque eu não costumo introduzir tudo. Basta a metade para injetar o líquido e quando ele se espalhar, você sentirá uma paz, uma tranqüilidade nunca antes sentida.
- Já disse que não.
- Não seja cabeça dura, você precisa disso urgente.
- Não se trata de ser cabeça dura, é que vai sangrar.
- Vai não, eu asseguro.
- Como você vai fazer?
- Assim, veja: eu tateio o lugar com o dedo, levanto o instrumento, ajeito a ponta, empurro devagarzinho, suavemente, você relaxa e quando se der conta já estará, dentro de você, a ponta liberando o líquido.
- Será que eu vou agüentar?
- Vai sim. Eu não costumo ser bruto nesses momentos. Sei o quanto é difícil para uma mulher a primeira espetada.
- Então vai. Empurra essa agulha na minha veia e aplica logo essa injeção de calmante.

05/11/05.

Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 05/11/2005
Reeditado em 05/11/2005
Código do texto: T67580

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão