Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

PRISIONEIROS DO TRÂNSITO

PRISIONEIROS DO TRÂNSITO
(Autor: Antonio Brás Constante)

Os engarrafamentos são verdadeiras prisões onde somos obrigados a cumprir penosas penas, que não são de anos, mas que algumas vezes são de longas horas que se arrastam como se levassem séculos.

Ficamos presos em nossas celas de lata juntamente com outros milhares de apenados, esperando que o trânsito volte a andar. Em muitas ocasiões, o prisioneiro no carro da frente é aquele bondoso velhinho, que deixa todos passarem na sua frente, aumentando ainda mais a nossa pena. Em outros casos o encarcerado atrás de nós é um daqueles apressadinhos que tenta desesperadamente burlar a fila de carros, procurando conseguir sair pelo acostamento, sempre acelerando e buzinando, pronto para causar algum acidente fruto de sua impaciência.

Estas prisões são locais perigosos, onde ficamos expostos aos caprichos do tempo e aos riscos de sermos abordados por algum marginal, que levará nossas carteiras, nosso dinheiro e nosso rádio que era a única alegria que tínhamos para nos distrair.

Durante a sofrida espera, não recebemos água ou comida como nas prisões de verdade. Porém, ficam batendo no vidro de nossos carros nos oferecendo toda espécie de bugigangas imagináveis ou simplesmente pedindo uma moedinha. Nestas prisões, as chaves das trancas e o controle dos dispositivos de alarme ficam conosco, mas não podemos fugir, pois pagamos a cela com nosso suado dinheiro. Aliás, o suor é um companheiro constante nessas horas, já que no tempo em que ficamos parados, geralmente somos castigados pelo calor insuportável do sol, que nos frita literalmente dentro de nossas cadeias de metal sobre rodas.

Claro que existem carros com aparelhos de ar-condicionado, mas estes são apenas para uns poucos, mais abastados financeiramente, demonstrando que apesar dos engarrafamentos não distinguirem entre ricos ou pobres, novos ou velhos, homens ou mulheres, uns acabam sofrendo mais do que os outros. Provando nesses momentos que o dinheiro não trás felicidade (talvez muito dinheiro trouxesse, pois daria para comprar um helicóptero), porém, pode trazer algum conforto aos apenados que esperam sua chance de engatar a primeira marcha para seguir novamente o rumo de suas vidas.

E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
 BLOG (me rendi a este tal de blog) : http://abrasc.blogspot.com/
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".


Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 29/10/2007
Código do texto: T714412
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Antonio Brás Constante
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 101 anos
400 textos (86741 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 08:17)
Antonio Brás Constante