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Poema Mal Cheiroso

Ceci hoje ficou embriagada
Ao ouvir de minha boca, meu poema,
Não aceitando tanto, atordoada
Lançou-me um grande problema.

Querendo dizer que não merece
Versos tão lindos assim
Explica que o que acontece
É que o dom está em mim.

Querendo tirar o corpo fora
Da responsabilidade de musa,
Quem sabe sem pensar na hora
E ainda um pouco confusa.

Com seu jeito de moleca,
Mesmo com a idade que tem
Me lançou uma grande eca
Mas tem mal que vem pra bem!

Vejam que estou só rodeando
Procurando sua parte amenizar.
Ao mesmo tempo procurando
Com qual palavra vou rimar...

Ela disse de forma natural
Nada parecido com um robô.
Vou dizer, não me levem a mal:
"Você faz poema até pra cocô!"

Na hora fiquei esputefato!
Mas caimos na gargalhada.
Não sabia se me ofendia de fato,
Ou estava de fato atrapalhada!

Mas logo ainda rindo percebi
O que ela queria expressar.
E logo que eu compreendi,
Querendo com ela concordar...

Na minha vez de um bom moleque,
Eu lhe disse em tom de desafio,
Que ela não me colocaria um breque!
Veja só. Onde já se viu?

Vou fazer pro coco versos!
Mesmo que tenha você o seu espanto!
Sem a intenção dos mais perversos
Ainda farei-o público no Recanto!

Caro amigo poeta, prezado leitor,
Preste muito atenção,
Pois publico na sessão de humor,
Por isso mereço o seu perdão.

Não sei ainda o que vou compor,
Neste tema tão inusitado,
Mas seja o que for,
Não posso negar: eu estou inspirado

Pela ainda musa Ceci di Leon,
Que mesmo querendo fugir,
Acabou me dando em bom tom,
O desafio que terá que engolir!

Com todo o respeito ao natural,
Aquele momento íntimo de todos nós,
Tem forte relação com o anal,
Num momento que estamos bem a sós!

Porque tanto preconceito?
Pra algo tão comum?
Evitar não tem jeito!
Acontece com qualquer um!

Ai como é bom o nosso trono!
Nessa hora somos rei!
Com todo gosto dou o abandono
A tudo aquilo que não aproveitei!

Nossa barriga começa com revezes,
As vezes faz alguns belos ruídos,
Daí logo vem a espremida fezes,
Acompanhada de espasmos doídos!

Não é que a Ceci tinha razão?
Estou conseguindo a poesia.
Não está saindo essa do coração,
Mas expressa uma grande agonia

Que todos nós passamos.
Está em nossos destinos
E por mais que negamos,
Não negam os intestinos!

Busco rebuscar o vocábulo,
Melhorar a forma que falo,
Mas aquilo que tem num estábulo,
E sai do boi, da vaca, dum cavalo...

Êita assunto difícil da vida!
Pior ainda tê-lo como tema!
Mas quando a privada está entupida,
Ai meu Deus este é o maior problema!

Todo jeito que tento escrever,
Tentando o assunto desenrolar,
Não tem jeito acho que vai feder,
E o povo do Recanto vai me matar!

Acho que parar agora estou querendo.
Dar um ponto final e parar já!
Porque agora minha barriga tá doendo
E acho que eu vou ...













"relaxá"



... seu mente suja!
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 06/11/2007
Reeditado em 09/11/2007
Código do texto: T726439

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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
204 textos (12743 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 12:40)
Leon del Bargo