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O pano e orca extra

- Vicentina, corre aqui depressa
- Venha ver quem está na porta de entrada
- É a Fernanda, aquela peça
- Que quer aprender a fazer carne assada

- Ela vem disposta ao que der e vier
- Não quer nem saber se a coisa tem jeito
- Uma boa carne assada é o que ela quer
- Seja de acém, de pá, ou de peito

Foi assim que tia Déa falou
Quando elas partiram pro açougue
Vicentina nem o avental tirou
Não deu tempo. Fernanda é mesmo um azougue

- Seu Francisco, quero carne para assar
- A melhor que houver, artigo de primeira
- Na cozinha vou botar pra quebrar
- Chega de tanta pasmaceira

Foi o que disse Fernanda, toda empolgada
Vicentina, incrédula, a tudo assistia
O assunto era só carne assada
De tarde, de noite e de dia

Forno aceso, carne assando
Fernanda no corpo com o diabo
O pessoal todo esperando
O tal assado, com quiabo

Surpresa geral, a carne não pôde ser retirada
A cozinheira esqueceu o pano e quase a memória
Virou um tremendo tição a carne assada
Que era de baleia, daí o título da estória


                                                   
Paulo Guiné
Enviado por Paulo Guiné em 13/11/2007
Código do texto: T735169

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Sobre o autor
Paulo Guiné
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 74 anos
22 textos (1268 leituras)
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