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O COMPONENTE

Toda sociedade que se preze tem um ingrediente que a distingue das demais.  Assim, ao falarmos da Inglaterra, logo o fog nos vem à mente;  Os Estados Unidos nos oferecem sua onipresença, sugerindo que seu nome oficial mais traduz o caráter de uma política nacional do que uma simples formatação federativa;  A França nos brinda com o conceito da agricultura como indústria de base; Noruega tem seu nome associado ao apreciado bacalhau; Itália e ópera formam um casamento tão perfeito quanto o da Suiça com o “lava-jato” internacional do dinheiro, já que perdeu a imagem da precisão relojoeira para o Japão.  E por aí vai.

O Brasil, país destinatário de imigrantes de toda ordem (fruto da desordem – deles ou nossa), tornou-se um verdadeiro caldeirão onde são cozidas as porções de cultura de cada um dos povos que passou a interagir com os nativos – o português com a mulata; o FMI com o PT; a FIESP (Federação das Indústrias Estrangeiras baseadas em São Paulo) com a CUT, etc...   Cabe ao mestre-cuca de plantão (tivemos um que foi afastado por ter sido acusado de ter roubado o leite das crianças) atender a cada um, compatibilizando, é claro, os respectivos paladares.

Ocorre que tal tarefa impõe aos hospedeiros um ônus maior do que a diária de hospedagem. Vai daí a necessidade de se tomar dinheiro emprestado junto aos países dos hóspedes, para poder pagar a conta de suas próprias despesas de manutenção.  A esse fenômeno é que se credita (e como se credita!) a formação do ingrediente nacional – a INFLAÇÃO.

Como todo ingrediente tem sua composição química e efeitos colaterais próprios (o fog gerou a mão de direção inversa para que o motorista pudesse mais facilmente mexer com a moça da calçada, suponho), a nossa inflação caracterizou-se como o produto mais rico(?) em composições do mundo, fruto dos diversos índices que a constituem – INPC, IGP, IGPC, UPC, TR,  TRD, UFERJ,  UFIR, UNIF, MAGRI´S, PC´S  e outras mais, além de uma que nos é exclusiva – o QH.

Explico: alguns de nossos dirigentes têm o maior índice de QH do mundo. Só que, segundo a ordem alfabética, por maior que seja esse índice, jamais ele chegará a 1 QI.


Filosofando em QL
Dom AFONSO
Enviado por Dom AFONSO em 22/11/2007
Reeditado em 23/11/2007
Código do texto: T747215

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Sobre o autor
Dom AFONSO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 71 anos
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