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CARA DE OVO

Acorda de repente
e grita lá da cama:
-Mamãe, eu quero um ovo quente!

Na hora do almoço,
olha o prato sem ovo
e faz o maior alvoroço.

No lanche, de novo,
se lambuza no sanduíche
recheado de ovo.

Á noitinha, no jantar,
pede um ovo estrelado
pro seu prato iluminar.

Antes de dormir, o ovo repete.
Dessa vez, sob a forma
de um grande omelete.

Ovo mexido, ovo poché, ovo cozido
ovo de cordona, gemada e ovo caipira,
tudo devora até ficar entupido.

Comendo ovo assim de todo o jeito,
será que o colesterol
dessa criança é perfeito?

“Menino – esclarece a titia -
por maior que seja a galinha,
ela só bota um ovo por dia!”

(OBS>: esse poema foi produzido em 2004, com inspiração no meu filho Rodrigo, que, durante uma época, só comia se tivesse ovo na refeição.)
José de Castro
Enviado por José de Castro em 23/06/2006
Código do texto: T180772

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Sobre o autor
José de Castro
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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José de Castro