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De Ploft Ao Planeta Azul

(Esse conto faz parte do livro: Coleção Graziela. Confira em: http://www.clubedeautores.com.br/book/139796--Colecao_Graziela).

Havia, numa galáxia muito distante, um belíssimo planeta chamado Ploft, era o lugar mais bonito que se podia imaginar; florido, perfumado, tranqüilo, colorido e tudo de bom que se possa sonhar. Mas um certo dia surgiram em Ploft os primeiros seres "inteligentes" que: começaram a caçar os animais por diversão, derrubaram e queimaram florestas, poluíram os rios o ar e o solo com suas industrias que só pensavam em ganhar dinheiro, e começaram a brigar criando as guerras, assim, cada um queria Ter mais armas e armas mais fortes para meter medo no outro.
Com o tempo as florestas que sobraram começaram a murchar e morrer e um calor enorme tomou conta de Ploft. A poluição tinha criado uma capa de sujeira ao redor do planeta e o calor não podia sair, a água dos rios e lagos estava quase toda envenenada, assim como os alimentos que vinham do solo poluído. Com falta de água e alimento as guerras aumentaram, pois quem não tinha queria e quem tinha não queria dar. Foi quando num triste dia eles resolveram usar suas armas mais modernas e mais poderosas. Ploft o nosso querido planeta explodiu, desapareceu no meio do espaço.
 Mas um grupo de proftnianos (habitantes de Ploft) haviam criado uma base na lua do seu planeta, onde colocaram um casal de cada animal, sementes de todas as plantas e tudo de bom que seu povo tinha criado e não tinha sabido aproveitar: livros, computadores, remédios, máquinas, artes...
Agora eles procuravam um planeta que fosse parecido com Ploft, onde pudessem recomeçar a vida sem poluição e sem guerras, onde a tecnologia só seria usada para o bem, nunca para o mal. Várias espaçonaves saíram espaço afora a procura desse lugar, foi quando uma dessas naves que chamamos de disco voador se aproximou de um pequenino planeta azul e os seus sensores acharam logo uma enorme floresta com animais coloridos e plantas de tipos inimagináveis; eles tinham encontrado o nosso planeta terra e estavam vendo a floresta amazônica onde logo pousaram e passaram uma mensagem para os que ficaram na lua de Ploft:
- Atenção base! Atenção base! Aqui fala a nave KWY!
- Fala KWY estamos na escuta.
- Encontramos um belíssimo planeta azul, onde a natureza colocou tudo do bom e do melhor, tem animais e plantas de variadas espécies no mais perfeito equilíbrio, aqui "em se plantando tudo dá".
- E vida inteligente?  Vocês encontraram alguma forma de civilização?
- Xiii! Eu sabia que tinha esquecido de alguma coisa, nós ficamos tão entusiasmados com toda essa beleza que nem lembramos de checar o restante do planeta, mas vamos fazer isso agora mesmo.
Nesse instante uma zoada ensurdecedora se fez ouvir, primeiro foi um vrruuummm depois uma enorme pancada seguida de uma sufocante nuvem de poeira que envolveu todo o lugar. Tristes os nossos amiguinhos proftinianos descobriram que havia vida "inteligente" no planeta azul, escondidos eles puderam ver homens com suas motoserras prontos para a derrubada de mais árvores enquanto outros com seus rifles caçavam os animais apavorados com todo aquele barulho.
De volta a sua nave nossos amiguinhos ligaram seus sensores e decolaram para um estudo completo do planeta. Não demoraram muito para descobrir que o planeta azul estava seguindo o mesmo caminho do seu tão saudoso e belo Ploft: poluição, guerras, fome; com seus moderníssimos computadores, eles entraram na Internet e começaram a pesquisar tudo o que encontraram; descobriram que o nome do planeta era Terra, estudaram nossos continentes, nossos países nossas línguas e costumes e concluíram que se nada fosse feito, de fato a terra teria o mesmo fim de Ploft.
Preocupadíssimos eles mais uma vez se comunicaram com a base e passaram todas as informações que haviam conseguido, um conselho dos proftinianos se reuniu para resolver o que fazer.
- Vamos procurar um outro planeta, já bastam os nossos problemas se os terráqueos querem se destruir, problema deles! - disse Egoísticus.
- Nós atingimos uma superioridade tal que não devemos perder tempo com seres atrasados, inferiores; vamos continuar a nossa procura por um planeta digno de nos receber, esqueçamos esse planetinha ridículo. - sentenciou Orguliuns.
Assim todos foram opinando contra a ida para a terra, todos achavam que o planeta azul deveria ser esquecido e que deveria se prosseguir na busca de um outro planeta sem problemas, até que falou Sensatus, que todos respeitavam por sua sabedoria e justiça:
- Por cada um pensar somente em si, por cada um sempre querer levar vantagem em tudo e todos quererem conquistas sem trabalho e pela lei do menor esforço  foi que nós destruímos nosso planeta. Além disso, de que adianta todo o nosso conhecimento e tecnologia se somos incapazes de usá-los em favor dos outros? As dificuldades não devem ser um convite ao desânimo e à desistência, deve funcionar como um desafio a nossa capacidade de vencê-las, provando que estamos crescendo como seres inteligentes. O planeta Terra como pudemos ver , tem todas as condições de nos acolher e em troca dessa acolhida, podemos ajudar seus habitantes a preservarem esse lindo planeta azul para que a lição do progresso verdadeiro não precise se dar pela dor da destruição.
Diante daquelas palavras, todos baixaram a cabeça envergonhados e decidiram partir para o planeta azul.
Em pouco tempo, num ponto inexplorado da Amazônia nascia a colônia de Ploft na terra sem que nossos aparelhos pudessem detectar, eles usavam despistador de satélite, neutralizadores de radar e outras coisas para se manterem invisíveis.
Pesquisando formas de puder ajudar a humanidade a não destruir o planeta, eles descobriram que podiam se comunicar mentalmente com as pessoas que tinham bons pensamentos em relação ao planeta, então eles começaram a estimular telepaticamente essas pessoas a lutarem para salvar a terra.
Os proftinianos tinham o poder de ficarem invisíveis ou mudar de forma, ficando iguais aos seres humanos. Assim começaram a aparecer grupos defendendo a natureza, pedindo pela preservação das matas, dos rios e dos mares, contra as armas nucleares, contra a fome; cientistas começaram a pesquisar produtos que não poluíssem, os governantes começaram a criar leis para proteger a terra.
Com o tempo os próprios seres humanos viram que precisavam salvar a terra e não precisaram mais do estímulo dos nossos amiguinhos do espaço.  Os homens começaram: a desmontar as bombas atômicas, a limpar o que estava sujo, não matar os animais sem necessidade, procurai remendar o buraco na camada de ozônio e dar um gelo no efeito estufa.
Nesse momento Graziela acordou e viu papai jogando papel no chão, e disse:
- Meu pai, agente não pode jogar papel no chão , nem fazer fumaça, nem derrubar as árvores, nem matar os bichinhos, nem ficar brigando; porque senão vamos destruir o nosso planeta como fizeram no planeta que eu sonhei, assim vai precisar os homenzinhos do espaço ensinarem para gente. Está certo isso?
Antonio Pereira APON
Enviado por Antonio Pereira APON em 30/11/2006
Reeditado em 21/01/2013
Código do texto: T305663
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Pereira APON
Salvador - Bahia - Brasil, 52 anos
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Antonio Pereira APON