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A morte do Beija Flor



Coberto de peninhas muito macias, que brilhavam sob o refletir calmo e suave do sol, que se punha num fim de tarde, o pequenino e delicado beija-flor voejava de arbusto em arbusto a cata do alimento que necessitava para continuar cheio de vida. Pairava no ar em frente a uma linda rosa e dela ia para uma formosa gardênia para depois ir até outra que estava ao lado ou até camélia que se encontrava em outro arvoredo. Era maravilhoso ver aquele passarinho dando beijinhos nas variadas e exóticas flores do campo que ali eram abundantes e que coloriam o verde, até onde a vista alcançasse.
Seu vôo era um bailado repleto de encantamento que enchia de fantasias a menininha que passeava ali pelo campo e tinha ficado paralisada, quando viu o pequeno passarinho, olhando para ele com um sorriso sonhador e permanente em seu rostinho angelical.
Nessa hora uma pedra cortou o ar zunindo velozmente e atingiu em cheio o pobre passarinho. Horrorizada a menininha viu o lindo animalzinho, que a tinha deixado tão maravilhada, cair sem vida entre as folhas e os galhos secos.
Seu irmãozinho estava a poucos passos dela, com uma atiradeira na mão, e trazia no rosto um riso de vitória por ter atirado e acertado a pedra com tanta eficácia naquele passarinho.

- “Você é muito malvado”, a menininha disse para ele e caiu num pranto sentido, que mostrava toda a amargura que tinha atingido o seu coraçãozinho.

Pela primeira vez ela tinha sido testemunha de um ato da crueldade humana, coisa que tanta dor e sofrimento iria trazer nos anos de vida que aquela inocente criança tinha para viver.

CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Enviado por CARLOS CUNHA o Poeta sem limites em 29/08/2007
Código do texto: T628740

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Sobre o autor
CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Japão, 63 anos
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