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MAMÃE ÁGUIA

No alto de uma enorme montanha havia o ninho de uma águia. Esta que se desmanchava em cuidados com sua cria, esta que crescia devagar...muito mais devagar que as outras crias de suas conhecidas... e justamente por isso seu cuidado era ainda maior...a seu filhote foi crescendo...e ...aparecendo... era muito diferente! Até que surgiu uma dúvida...não quase uma certeza... uma certeza! Não era um filhote de águia! E, era de outra espécie, não tinha asas, nem penas, nem bico. Porém, tinha olhos da cor do céu num dia radiante de sol, pêlos! Isso tinha pêlos! Compridos que desciam de sua cabeça até metade do corpo e tinha uma cor que brilhava como um raio de sol, chegava a ofuscar a visão. E crescia, quer dizer cresceu muito nos últimos anos, não saberia dizer de que espécie era, nem qual sua idade agora. Mas, a águia a olhava com olhos carinhosos, pois era seu filhote, foi criado com todo carinho que esta mãe poderia dar. E , o tempo foi passando, o filhote falava, mas a águia não entendia esses sons, sabia se estava triste ou alegre,e só. Até que num dia de muito sol algo agarrou a borda de seu ninho e dali apareceu um outro filhote como o seu, mas tinha jeitos diferentes. Por isso não foi atacado às bicadas e jogado longe pela ave. Queria saber de que tipo de animal se tratava para reconhecer também seu filhote, que agora estava bem grande e tinha pêlos que lhe cobriam até quase a metade do corpo. O outro da espécie de seu filhote olhava surpreso para o que via.
Era um rapaz de uma aldeia perto da montanha, que tinha subido até lá para descobrir ouro. Porque lá de baixo via um brilho que reluzia até ofuscar os olhos, imaginou : é ouro. E, o que encontrou? Uma moça da mais delicada aparência, com lindos cabelos que reluziam feito ouro, e uma velha águia. E, só.
A moça ficou em pé com os olhos arregalados! Nunca tinha imaginado alguém tão diferente dela e sua mãe. Não tinha penas, nem bicos e...nem asas! Porém o “ bicho esquisito” começou a falar com ela, ela não entendia, mas ... conseguia entender!!! Conseguia entender!!!! De repente, a verdade, olhou suas mãos, seus pés, seu corpo...eram mais parecidos com o desconhecido do que com sua mãe. Então a diferente era ela! E abraçou sua mãe! Por ter cuidado dela mesmo sendo diferente... tão diferente ... agradeceu e começou a tentar se entender com o jovem, que a olhava deslumbrado com tanta beleza. Ele realmente havia encontrado ouro, mas um ouro muito mais valioso, o amor pela moça de cabelos que brilhavam como fios de ouro, olhos cor do céu...e um coração totalmente puro das maldades dos homens.
Mariani Batista
Enviado por Mariani Batista em 30/08/2007
Código do texto: T630429

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Sobre a autora
Mariani Batista
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 47 anos
430 textos (33516 leituras)
5 e-livros (270 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 05:17)
Mariani Batista