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Dr. Bronw

Parte 1

Já é de noite de novo? Nem lembro de quando vi a luz do sol pela ultima vez... Esse trabalho ta me matando, eu sabia que devia arrumar um emprego normal, minha mãe vivia me dizendo que isso não levava a nada, que devia ser advogado, ou médico, mas eu nunca ouvi... Agora já ta tarde pra mudar, e pensando bem, acho que não ia me adaptar a um escritório ou algo assim.
Essas porcarias de inscrições que não me levam a nada! Não tem precedentes, como aqueles idiotas querem que eu traduza alguma coisa, isso é único, não tem como, eu só fico dando voltas, nunca saio do lugar. Melhor eu voltar a escavar talvez eu ache algo novo, tomara que não seja um vaso, cansei deles...
Já faz tempo que eu to aqui com essa porcaria de picareta e nada. Mais dez minutos e eu paro por hoje. Esperai, o que é isso? Ta meio que brilhando, talvez se eu cavar mais... O que é isso? Não! Não! Nãoooooooooooo!!!!!

- Sim, o que essa triste gravação tem haver comigo? Eu sou biólogo não arqueólogo, e gosto muito do que eu faço.
- Dr. Bronw. Nós acreditamos que o Dr. Blue achou algo um pouco fora do conhecimento tradicional da biologia, digamos algo novo.
- Uma nova espécie de animal? – Eu fiquei espantado com essa possibilidade, uma nova espécie sem precedentes, isso me garantiria uns milhões, no mínimo.
- É, um animal completamente novo e nós queremos que você vá investigar, você é o mais indicado, suas experiências com os grandes predadores do sul e os felinos no oeste devem lhe dar uma grande vantagem nesse trabalho.
- Mas o Dr. Blue morreu, eu não irei lá para morrer, você deve estar louco se pensa isso.
- Sim, mas ele não era um biólogo experiente, e você não ira sozinho. Um grupo especial de nossa organização ira acompanha-lo. Você está totalmente seguro. – Palavras...
- Assim espero. Quanto você disse que pagam?
- 200 milhões pela captura e pesquisa do animal.
- Quando eu parto?


Parte 2


- Essa foi à coisa mais idiota que eu já fiz em toda minha vida.
- Mas como acabou?
- Como acabou? Acabou comigo aqui nesse sanatório, esses médicos idiotas acham que eu to louco...
- Esquece isso, me conta como você veio parar aqui.
- Certo. Eu sai da F.F.P. alguns dias depois com um pequeno grupo de soldados bem armados. Da França eu fui de avião até um lugar lá no São Paulo, de lá eu peguei um monomotor até uma pista clandestina na Amazônia e seguimos viagem de helicóptero até o local da escavação.
- Como estava o acampamento?
- Horrível, nunca vi tanto sangue no mesmo lugar. Eu passei muito mal mesmo. Não tinha como pensar em aproveitar o acampamento, por isso outro foi armado perto.
- E o local da escavação?
- A mesma coisa. No meio do sangue eu achei uma parte do diário do Dr. Blue.
- E o que dizia?
- Nada. Estava em branco, à parte que estava escrita foi arrancada.
- Continue contando.
- Bem, no local da escavação nós achamos uma abertura para uma caverna muito grande e cheia de passagens. Os soldados foram na frente, claro, eu não fazia nada sem antes eles verificarem tudo, eu fiquei na entrada esperando eles voltarem, mas a única confirmação que eu ouvi foi que nada estava bem.
- O que você ouviu?
- Tiros.
- Mas, não era para manter a criatura viva.
- Não, acho que é melhor manter a própria vida vem em primeiro lugar.
- Continue.
- Certo. Bem, eu desci para ver o que estava acontecendo, coisa idiota.  Lá fui eu, a primeira coisa que eu vi foi os corpos de todos os que me acompanhavam.
- Mesmo assim você seguiu em frente?
- Sim. Eu caminhei devagar até eu ouvir um som estranho, como se fosse alguém respirando. Na hora eu paralisei e logo depois eu quase tive um ataque cardíaco. Era a própria coisa se aproximando de mim.
- Como era?
- Enorme, ela tinha varias caldas e mais incrível é que ela não tinha nada que eu pudesse identificar como rosto, nem boca.
- Garras ela tinha?
- Tinha e das grandes. Dois braços que se dividiam em dois antebraços com enormes garras.
- E como você saio vivo?
- Eu to aqui por pura sorte. Depois de algum tempo parada a criatura deu a volta e continuo a caminhar. Eu não sei, mas acho que ela só via o que se movia.
- Mas como você veio parar aqui?
- Eu voltei para França e contei minha história, mas os mesmo que me ajudaram negaram qualquer envolvimento e disseram que isso só podia ser obra de uma mente insana, então me jogaram aqui.
- Cara se eu tivesse visto o que você viu eu ia pirar.
- Mas, você ta aqui no sanatório comigo, você já ta pirado.
Diego Emanoel
Enviado por Diego Emanoel em 30/04/2006
Reeditado em 30/04/2006
Código do texto: T147891

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Sobre o autor
Diego Emanoel
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 30 anos
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Diego Emanoel