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Será que ele me amou?

SERÁ  QUE  ELE  ME  AMOU?

Tudo   principiou   com   o  aroma   ardente   e  penetrante   do   cedrinho       recém-cortado.  Ele invadiu o corredor e os quartos: foi como se tivéssemos sido transportados para um bosque.  Mas não, estávamos apenas na casa de praia do meu tio, para ser mais exata, na cidade de Ubatuba; começava, então, mais uma temporada de férias, era dezembro de 2002; eu sempre adorei isto.
Chegamos à casa às 10 horas da manhã, depois de mais ou menos duas horas, havíamos arrumado nossas coisas na casa, levamos inúmeras coisas porque voltaríamos a nossa cidade somente depois de um mês.  Quando digo nós, quero dizer minha mãe, minha prima Ana Paula, meu primo Jonathan e eu; Ana Paula e Jonathan são irmãos.  Estando tudo arrumado, eu decidi sair para dar uma volta, ver o que havia de interessante, o que havia de novo na cidade; o que havia mudado desde a última vez que eu estivera naquele lugar.  Convidei todos, mas nenhum deles quis sair para passear comigo, todos expressaram querer descansar da viagem, que talvez depois do almoço saíssem.  Como ninguém quis sair comigo, decidi passear sozinha.
Saí sozinha, ao chegar à esquina, vi que na padaria ainda estava o mesmo padeiro, Sr. Jurandir, ao passar pela lojinha, vi que a vendedora era a mesma, Dona Denise, nada havia mudado.  Conversei um pouco com alguns dos conhecidos que encontrei, depois decidi ir ao mar.  Ao chegar à areia, tirei o sapato e fui caminhando, a praia estava deserta, porque o dia não estava ensolarado, depois de um pouco caminhar, cheguei ao mar e molhei meus pés, depois abaixei para pegar conchas como fazia quando era criança.  Quando levantei, vi há alguns metros um rapaz, talvez contemporâneo meu, ele se aproximou de mim, puxou assunto, descobri que era de Catanduva e que estava instalado em uma colônia de férias com a família, seu nome era Marco Antônio.  Quando decidi ir embora, voltar para a casa onde estávamos, nós nos despedimos e do nada, ele me deu o endereço do lugar a onde estava e combinamos que à noite nós nos veríamos na praça central desta cidade litorânea.  Não posso negar, que eu percebi que nesses poucos minutos que havia conversado com ele já estava apaixonada por Marco Antônio, ele parecia sentir o mesmo por mim.
À noite, saí para passear com minha tia e meus primos, eles queriam fazer compras, então eu avisei que iria até a praça central.  Quando lá cheguei, logo vi Marco Antônio; ele disse que precisava me apresentar a uma moça, sua irmã, Marília, fomos apresentadas, ela era muito simpática; conversamos um pouco os três, depois ela se foi e nos deixou sós.  Ele e eu trocamos algumas idéias e depois ao final da conversa um beijo apaixonante (lembro-me como se fosse hoje).
Ao dia seguinte, nós estávamos conversando novamente na praça central de Ubatuba e Marco Antônio disse-me que queria namorar-me, se eu aceitava, eu respondi que sim e nós nos beijamos novamente como na véspera.  Passaram-se vinte dias, nós nos encontrávamos todos os dias, saíamos juntos todas as noites, mas eu via um problema, Marco Antônio não me tratava mais tão bem como antes, mas mesmo assim, eu ainda era apaixonada por ele.  Cheguei à casa onde estávamos depois de sair com ele, meu primo esperava-me e disse que precisava conversar comigo, eu disse que ele podia dizer, então ele expressou que já havia ouvido muita gente falar mal de Marco Antônio, mas eu duvidei e fui dormir.
Ao outro dia pela manhã, saí de casa para ir comprar pão e de longe pude ver Marco Antônio conversando com uma moça, achei estranho, mas não me aproximei, fiquei observando de longe, nada de errado aconteceu, alguns minutos passados, eu me aproximei, então ele me apresentou aquela moça como sendo sua amiga, Giovana.  Com a minha chegada, ela se foi.  Ele e eu combinamos entre nós que a noite nós nos encontraríamos em uma lanchonete principal da cidade, neste momento trocamos um beijo e fomos juntos até o ponto comum do caminho.  Depois que nos separamos, eu andei alguns passos e logo encontrei Marília, a irmã de Marco Antônio, é incrível, mas depois de alguns comprimentos formais, ela me disse para que eu não confiasse em seu irmão, ela disse que ele nunca se preocupava com os sentimentos dos outros.  Duvidei dela como havia duvidado de meu primo.
Naquela noite, foi a gota d’água, quando cheguei um pouco adiantada ao lugar combinado de encontrar Marco Antônio, ele estava aos beijos com uma moça.  Quando cheguei perto e perguntei o que estava acontecendo, ninguém acredita, mas ele me disse que havia encontrado alguém melhor do que eu, chamou-me num canto e expressou que eu não significava nada mais para ele, que eu havia sido apenas um amor de verão.  Eu admito que saí aos prantos daquele lugar e fui correndo para a casa, quando cheguei o que acontecera, minha prima ofereceu-me o ombro dela para que eu chorasse e eu chorei por pelo menos uma hora, naquele momento todo o amor que eu sentia por ele transformou-se em ódio, raiva e rancor.  Nesse momento, chorando no ombro de minha prima, eu prometi a mim mesma que nunca mais confiaria em homem algum, porque nenhum deles sente coisa alguma por uma mulher.


Gata
Enviado por Gata em 09/09/2006
Código do texto: T236380
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Sobre a autora
Gata
Bauru - São Paulo - Brasil, 35 anos
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