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O FIM DE TODAS AS COISAS

Pra onde vão as pessoas no fim do dia
No fim da música, no fim da festa?
Pra onde vão as pessoas num fim de ano
Num feriado, de madrugada?
Pra onde vão as pessoas que sofrem insônia
Se fingem vitimas e invejam os outros?
Pra onde vão as pessoas que vivem mentiras
Fazem plásticas, dissimulam o prazer?

Pra onde vão as pessoas de culto ao belo
Mentes frágeis, se igualam aos deuses.
Pra onde vão as pessoas que vivem tortas
São flores mórbidas, vidas que não tem fim.

E as da carreira pra onde vão?
Quem vende o corpo, abusam os outros e usam do amor
Pra onde vão os bandidos, os homens aflitos
Que usam de armas, aflige o povo e roubam sem pudor

Quem nada possui pra onde vai
Quem não se droga, os vegetarianos e esses tais irmãos
Pra onde vão os virgens
Pra onde vão os que são felizes
Quem vive a vida, ricos ou não.

Pra onde vai quem busca prazer
Uma viagem, sua vida seu fim
Pra onde vai uma pessoa normal
De vida simples, de onde vem pra onde vai?

Parece até que a vida não tem fim
Este é o mistério
Parece até que ninguém ‘tá’ afim
De repensar este inferno

O fim da vida não é a morte
Morte e vida cada qual com seu fim
E eu gritando em cada esquina
‘Qualé’ a sua? ‘qualé’ o seu fim?
Marco Faria
Enviado por Marco Faria em 01/07/2006
Código do texto: T185798

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Sobre o autor
Marco Faria
Piratininga - São Paulo - Brasil, 36 anos
28 textos (937 leituras)
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Marco Faria