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SINA DE COLONO

Esta poesia foi feita a anos, quando muitos colonos tiveram suas terras desapropriadas para a construção da barragem do Passo Real.
Nada a ver com o MST, movimento que NÂO simpatizo.

       SINA DE COLONO

Este coitado que você vê encostado
Rosto cansado, com ares de solidão.
É o colono do Rio Grande do Sul
Que não tem terras para sua plantação.
Desde piá aprendeu a manejar
Enxada e pá, quando teve força o arado.
Dedicou na vida a um aprendizado sem futuro
Prá quando velho não ser marginalizado.
Sua morada é a beira da estrada
Abandonada junto a cerca de estância
Se quiser plantar tem que ser no corredor,
Enquanto outros possuem terras em abundância.
Até agora muitos, já foram embora
País afora em busca de solução.
Se assentarem, meu Deus, quem sabe onde
Com direito a um pedaço de chão.
Hoje a saudade e a infelicidade,
Lhes dão vontade de fugir da solidão
Rever amigos, plantar e se divertir
Com as tertúlias, e rodas...
Rodas de chimarrão.
Sua morada é a beira da estrada,
Abandonada em meio a mata virgem
De onde ninguém ouve
Seus gritos e apelos
Que quer retornar a sua origem.
Eugenio Simioni
Enviado por Eugenio Simioni em 12/06/2005
Código do texto: T24088
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Sobre o autor
Eugenio Simioni
Santa Maria - Rio Grande do Sul - Brasil, 58 anos
18 textos (1675 leituras)
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Eugenio Simioni