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MENTE ELETRÔNICA

Você acha que pensa
Mas não pensa
Lá na despensa
Seu café esfria
De olho na telinha
Deixa a filhinha
Virar galinha
E ainda sorria

Você está sem rota
Virou um idiota
Até a sua bota
Já saiu do pé
Fora do seu bando
Recebe comando
Com desmando
Recusa a sua fé

Mente eletrônica
Lixeira crônica de idéias banais
Mente eletrônica
De tão anacrônica não pensa mais

Você não tem sede
Escravo da rede
Entre paredes
Cria seu mundinho
Só fala em código
Cérebro exótico
Parece lógico
De tão sozinho

Você não está vivo
É só um arquivo
Tão restritivo
Que nada informa
Já não faz sexo
Só tem complexo
Até seu reflexo
Já perdeu a forma

Mente eletrônica
Lixeira crônica de idéias banais
Mente eletrônica
De tão anacrônica não pensa mais

Você não é normal
Faz sexo virtual
E num bacanal
Come mais de cem
Seu pênis já atrofiou
Sua mão afinou
E você pensou
Que comia alguém

Você acha que pensa
Mas não pensa
Sua recompensa
É acessar site pornô
E segurando o cacete
Mija no tapete
Cara de falsete
Goza... não gozou!

Mente eletrônica
Lixeira crônica de idéias banais
Mente eletrônica
De tão anacrônica não pensa mais
Alberto Fenix
Enviado por Alberto Fenix em 16/10/2006
Código do texto: T265583
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Sobre o autor
Alberto Fenix
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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