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Fuá na Casa de Cabral

Pedí pro dono da música
autorização pra qui gravar
mas a danada da resposta
nunca qui veio chegá
antão eu recito pro seis
letras que Siba fez.

"Naquele Brasil antigo
Perdido no desengano
Seu Cabral chegou nadando
E não preocupou com nada
Deu ordem à rapaziada
Mandou barrer o terreiro:
“Me chame o pai do chiqueiro
que hoje eu quero forró,
Toré, samba, catimbó,
Que eu já virei brasileiro”

Foi gente de todo tipo
Na festa de seu Cabral
Português de Portugal
Raceado no Oriente
Negão bebeu aguardente
Caboclo foi na Jurema
Seu Cabral pediu um tema
Danou-se a cantar poesia
Até amanhecer o dia
Numa viola pequena

No fim da festa e da farra
Cabral não sentiu preguiça
Mandou logo rezar missa
Pra ficar aliviado
Chamando o padre, apressado
Mandou começar ligeiro
Botando ordem no terreiro
Com seu maracá na mão
Jurando pelo Alcorão
Que era crente verdadeiro

Mas na hora da verdade
Quando passou a cachaça
Seu Cabral sentou na praça
Caiu na reflexão
Disse: “Esta situação
sei que nunca mais resolvo!”
então falou para o povo:
“Juro que me arrependi
o Brasil que eu descobri
queria cobrir de novo!”.

Créditos:Letra de música de: Siba e Hélder Vasconcelos
Bruxa Onilda da Gália
Enviado por Bruxa Onilda da Gália em 10/11/2006
Reeditado em 02/12/2006
Código do texto: T287699

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Sobre a autora
Bruxa Onilda da Gália
Irlanda, 110 anos
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Bruxa Onilda da Gália