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Texto

Não sei se daria para cantar...

Mas traria para alguns corações, alguma melodia de alívio:

Viajar minha flor
contigo pelos caminhos
que hoje são unidos
pelo laço do amor
que curou a dor
de nossos espinhos.

E abraçar-te forte
ao chegar no nosso paraíso
e num sorriso
dizer-te tudo
totalmente mudo
pelos beijos
que trocaremos
para agradecer a sorte
de vitória.

Esquentar tua face cançada
desta longa jornada
em meu peito arfante
de emoção
e fazer-te amante
em meu corpo
deleitando em paixão
os sonhos
do meu coração.

Consagrando assim
nosso amor
que será fim
iniciando-se a cada momento
que olhar
no fundo teus olhos
o ver a força deste laço
de sentimento...

DE VOLTA PARA MEU AMOR

Amor
Quero voltar
Te abraçar
Te beijar
esmagando as palavras:
- Te amo.

Deixando escorrer
as ultimas lágrimas
de adeus
desses sofrer
agudo no peito
que arde os olhos meus
que são teus
e hoje peço:

Traga-o pro verso
que escrevo
com trêmula mão
de chegada
nesta madrugada
em que dispo-me da bagagem
descanso da longa jornada
e digo: Tu és minha
Bem Amada.

Amor
venha me abraçar
venha me beijar
pois hoje canto
a alegria
do retorno à vida
e não mais a agonia
de ida...

MÚSICAL TEMPO

O tempo é
o tempo que
sempre foi
e não deixou
de ser.

O tempo presente
é passado
é futuro
lembrança que dá
na saudade que corrói.

O tempo
não é mais
mas jamais
vai deixar
que trás de novo a paz.

O tempo
é mago
é lago
morto no lamento
do sentimento.

Que o tempo
tem o dever
de fazer
nascer e morrer
em nosso peito.

Que o tempo
ilustra
destrói
e refaz
para outro brilho

de tempo
que é
o que sempre foi
e deixou de ser
quando resolveste morrer...

No tempo
que é
quem trás
e dever
e nascer morrer
ou viver pra morrer....
na ponte do tempo:
- O mundo.

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ.

Como se fosse à primeira vez
Eu ti vi passar
E no final da rua quando lá chegaste
Paraste
Olhaste para trás
E indiferente continuaste a caminhar...

Eu pensei
Que fosse deusa
Ou projeto de minha mente
Eu pensei
De todas as formas
Só nunca pensei
Que fosse gente...

E que eu pudesse amar-te
Como um dia amei
E assim feito escultura de arte
Tê-la em meus braços
Como um dia eu a tive,
E voando pelos espaços
Como dois anjos amantes
Expulsos do céu,
Nós dois vivemos
E amamos
E gozamos
E sorrimos,

E como se fosse novamente
A primeira vez
Acordei de manhã
E tu indiferente
Recusou o pedido de casamento
Clamei,
Gritei e chorei
Mas em tu nada havia de sentimento,
Foi-se,
Nem sequer olhaste para trás.

Num outro dia apareceste
E para que em vão eu
Não mais sofresse
Dissera-me: Já sou casada.
Então eu disse: Seja feliz
Como um dia eu quis,
Pois, ó minha amada,
Se soubesse que aquela primeira vez
Fosse talvez
A minha morte
Com certeza teria me cegado.

Então sentaste à beira de minha cama
Como se fosse à primeira vez
E triste falaste: Por que me deseja alegria, se tu sofres?
Logo disse estático:
Quem não pode ser feliz
Abençoa a alegria do próximo.

Como se fosse, mais uma vez,
A primeira vez,
Cantaste tu pra mim
E pôs um fim
Na minha dor
Abraçaste-me com amor,
E disse: Dar-te-ei o que precisas para viver.

E pela última vez,
Dormiste tu em meus braços
E assim voamos
Pelos espaços
Como dois anjos amantes
Expulsos do céu,
Como dois traidores
Porém felizes
Como em todas as histórias de amores!

AS COISAS

As coisas são
Como elas são:
Coisas,
E as coisas do destino
São coisas,
Que de ser
Não deixam,
Pois cada coisa
Na nossa jornada
É indispensável
Para se viver
Com boas coisas
Num futuro próximo
Que todos temos
Mas ao qual chegar
Não devemos,
Pois do contrário
Seria tanta coisa,
Para acontecer
Num amanhã
Num futuro,
Que fosse certo,
Morreríamos de cansaço
Em realizar
Tantas coisas
Hoje incerto,
Pois o que nos faz
Buscar essas coisas,
É saber que viveremos um monte de coisas
E teremos um monte coisas
De cada vez
E quem cada vez
Essas coisas talvez
Trouxesse-nos esperança
De um dia quem sabe
Viver de boas coisas
E ter coisas de boa lembrança,
Pois o sentido das coisas
É preparar nossa mente
Para tantas coisas,
Que muitas julgamos indiferente
Só pelo fato de serem coisas.
Cavaleiro das sombras
Enviado por Cavaleiro das sombras em 27/11/2006
Código do texto: T302500
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Sobre o autor
Cavaleiro das sombras
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
56 textos (3632 leituras)
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Cavaleiro das sombras