Sublimação

Palavras eram verdades

No fragor da ventania,

Enquanto raiava o dia

Da razão, do bem-querer;

Eu saía da cidade

Pro sertão, sem agonia;

Desatava em cantoria

Num tirbilhão de renascer

As cores da paz, as flores da guerra

Misturam-se em mim e em você;

Amores iguais, à luz de candeias,

Brincando de sobreviver

Sou, às vezes, passarinho,

Outras, ave de rapina;

Predador pegando forte

Mas também sei dar amor.

Vêz em quando, feito estrela,

Viajando pelo tempo,

Cruzando por asteróides

Que são pessoas como eu.

Que trazem no olhar histórias e lendas

Contadas pra desencantar;

Os sonhos a mais, as doidas quimeras,

São coisas pro vento levar.

carlinhos matogrosso
Enviado por carlinhos matogrosso em 13/02/2012
Reeditado em 13/02/2012
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