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DE ESPORAS E RUMOS

Pingo de cacho quebrado,
adaga sob os pelegos;
cantam esporas nas pedras
pra avisar quando chego...
Guardo horizontes nos olhos,
distâncias no coração...
Risquei os mapas da pampa
de rédea firme na mão!

Garanto o meu sustento
só com a força do braço
e quando falta serviço,
me viro bem com meu laço!
Fiz fama pelas carreiras
e nas carpetas de truco,
se a sorte não negaceia
eu multiplico meu lucro!

   Gastei esporas e rumos
   domando estradas e potros;
   se fiz cavalos de lei
   foi sempre pra o andar dos outros...
   Herdei distâncias e penas,
   poncho com marcas de bala
   e uma garrucha sem nome
   que “hace tiempos” não fala!!

Não saco as armas do cinto
pra brigar por ninharia,
nem sujo as mãos com o sangue
da inveja ou da covardia...
Mas quando o baile se encrespa
e o candeeiro se apaga
pra garantir a coragem,
a precisão de uma adaga!

Conheço bem os atalhos
que existem pelo caminho;
às vezes levam às flores
n’outras conduzem a espinhos...
A estrada é feita de rumos,
sempre chegar ou partir;
e eu sigo andando a esmo
como quem foge de si...

Versos musicados por Mano Júnior
Antonio Guadalupe Júnior
Enviado por Antonio Guadalupe Júnior em 17/10/2007
Código do texto: T698179

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Sobre o autor
Antonio Guadalupe Júnior
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
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Antonio Guadalupe Júnior