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Cerro Corá

Sangue,
sinto o sangue escorrendo
na minha face
e criando uma poça.

Medo,
sinto o medo tomando
a minh'alma
e fazendo minha cabeça.

Dor,
a dor não é nada
eu tento esquece-la
mas ela sempre volta

Frio,
Imerso e sozinho
no desespero d'alma
no vazio que exalta.

Procurei, entender a vida.
Procurei não pensar na morte.
Segui as cartilhas e as regras,
e agora o que eu tenho? O que eu tenho?

Nada,
eu não tenho nada
nem o que comer
nem onde cair morto.

Morto,
eu tenho mais valor
pois essa carcaça
não paga nem o jornal

Perdido,
Eu procuro entender
o que foi que eu errei,
onde foi que eu errei?

Sozinho,
Passo mais uma noite
sentido frio sem vela
deitado na pedra.

Tentei consertar as besteiras,
mas já era tarde para tentar.
Agora sento, choro e olho...
Perguntando: quando tudo vai acabar?

::::

Essa letra foi gravada por mim na banda Profanah:
http://www.youtube.com/watch?v=7pLInjNGeXk
Tales de Azevedo
Enviado por Tales de Azevedo em 13/11/2007
Código do texto: T735130

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Sobre o autor
Tales de Azevedo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
62 textos (9164 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/08/17 02:25)
Tales de Azevedo