ATÉ QUANDO, NÃO SEI!

Acostumado com um ambiente familiar, em que há comprometimento com a qualidade dos relacionamentos, por circunstâncias da vida vi-me inserido em um contexto, cuja rotina diverge daquilo que se tornou mais que um hábito, mas um estilo de vida voltado para o bem-estar de todos.

 

Inicialmente perdido, procurando me situar, buscava algo em que pudesse me apegar e recobrar o equilíbrio na situação, já que os sinais ali observados negavam-me um norte, não havia, sequer, uma luz - ainda que tênue - para me servir como referência de uma rota desbravadora para seguir.

 

Angustiado e com o coração entristecido, esmorecido ante às infrutíferas tentativas de safar-me daquele cenário tão adverso, com a sensação de total descontrole, debilitado, desacreditado, ofegante, sozinho e prestes a desistir, fechei os olhos sem nenhuma expectativa de voltar a abri-los. Parecia o fim.

 

Absorto em meus próprios pensamentos, tentando discernir os caminhos percorridos para chegar ali, chorava, gemia, desperançado sofria, até que um insight, tal qual um despretensioso pirilampo, trouxe-me à memória - como que do nada - um dito popular que transformou aquela situação: "A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE".

 

Uma vez dispondo de derradeira ajuda gratuita e providencial, isso levou-me a abraçar a causa da ESPERANÇA, e eu decidi me juntar a ela, e CONCLUI que dessa vez, EU É QUE SERIA O ÚLTIMO A SUCUMBIR, e que acompanharia a FIEL ESPERANÇA por quanto tempo fosse necessário, até que os seus últimos dias chegassem. E eu jamais desisti desse propósito, ATÉ QUE DESCOBRI QUE A VERDADEIRA ESPERANÇA JAMAIS MORRE.

 

Assim, eu me dei bem e, enquanto isso, sigo vivendo, sobrevivendo, resignando-me e fortalecendo-me, sem nunca abrir mão da ESPERANÇA;. ATÉ QUANDO, NÃO SEI! (até quando DEUS quiser).