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(Falando na Lata Sobre Vida Após a Morte)


Dá um dó danado ver alguns desencarnados ainda pensando em suicídio. O problema desses caras não é ter saído do corpo de vez, pois é mesmo o que eles queriam quando estavam dentro da carne. Acontece que não rolou o que eles queriam verdadeiramente: o apagão da lucidez, para não ter mais que existir e pensar naquilo que eles não conseguiam enfrentar nas provas da vida.

Eles descobriram que matar o corpo não significa matar a consciência. E que, dentro ou fora da carne, eles continuam os mesmos, nem mais nem menos. As coisas ruins e boas estão neles mesmos, bem lá dentro de seus espíritos.

Sair do corpo não muda ninguém, só joga o espírito de volta ao seu lugar de origem, no Astral, de encontro a si mesmo, sem máscaras, carregando por dentro suas próprias características de pensar e sentir. Essa é a verdade que eles encontraram.

Não conseguiram morrer, só saíram de vez de seus corpos. O suicídio não resolveu seus problemas, e ainda lhes tirou o veículo físico, por onde poderiam se expressar no plano físico para aprender as lições tão necessárias ao seu progresso.

Não se resolveram com a vida nem com as pessoas. Perderam o rumo de si mesmos e entraram em rotas perigosas, prescindindo da razão e do amor. E, muitas vezes, por motivos passageiros, como tudo na vida. Deixaram-se levar por climas pessimistas e, quando se deram por si, o estrago já estava feito.

Muitos deles tentaram se justificar usando mil motivos diferentes, sempre escorados em pesadas cargas emocionais e lamentos variados. Ou seja, eram mestres em reclamar da vida e das provas a que estavam submetidos. Julgavam-se vitimados pelas circunstâncias e pelas pessoas, esquecendo-se de que eles mesmos se permitiram ser machucados e rebaixados em sua auto-estima. Não souberam relevar nem olhar os eventos com outra visão, além de seus apegos e frustrações.

Poderiam fazer a vida de outros jeitos, se não se julgassem vítimas do destino e escolhidos pela má sorte. Poderiam ter lutado e não ter dado guarida às emoções negativas. Poderiam muitas coisas... Mas, dentro deles, o ego negativo era tinhoso demais. Sempre arranjava um motivo para rebaixar a auto-estima e sentir-se desdenhado da sorte. Uma hora era a infelicidade no amor; outra hora era a perda de um parente ou de um amigo. Em alguns momentos, xingaram até a Deus e abominaram o valor da vida. Não conseguiam encaixar os golpes cármicos (1) e tirar as lições deles, tudo por causa do ego reclamão e com complexo de vítima.

Meditar ou rezar para ganhar força e paciência, nem pensar. Em lugar disso, carradas de ironias e imprecações descabidas. Seguir algum caminho espiritual, para tentar compreender o lado oculto das coisas e encontrar algum significado em suas vidas, coisa nenhuma! A praia desses caras era o pessimismo e a revolta.

Tanto fizeram, que acabaram detonando o corpo físico e perdendo o trem da vida. Mas, pegaram o trem do Astral... E chegaram na estação do Umbral! (2)

Alguns se tocaram da lambança que fizeram, mas outros ainda se revoltaram (força de hábito é fogo... faziam isso na Terra, hoje repetem no Astral), e ficam gritando que querem morrer a qualquer custo. Não se tocaram de que não é possível morrer como espírito. Não notaram que na natureza das coisas nada morre, tudo se transforma.

Porém, a única coisa que se transformou para eles foi o meio ambiente, agora extrafísico, regulado por outras condições e parâmetros. Por dentro, os caras não mudaram nada! Que coisa louca! Que desperdício! Que mancada! Que lambança!

Por quanto tempo eles irão gritar, perdidos em si mesmos nas brumas do nada que tentaram abraçar com tanto ardor? Aliás, que ironia. Tiveram coragem para destruir o corpo, mas não tiveram a mesma fibra para agüentar o tranco de viver.

Não sei por quanto tempo eles ficarão nessa agonia. Mas sei que há espíritos de luz olhando por eles e esperando o momento apropriado para abordá-los na ajuda espiritual. Também sei que as preces e energias emanadas na intenção deles, pelas pessoas bondosas da Terra, ajudam muito em sua recuperação. Como também sei que O Papai do Céu lhes dará novas chances de vida, mais à frente, nos eternos caminhos do aprendizado e da evolução.

Mas dá um dó danado desse pessoal chorão! É triste vê-los clamando por uma morte que nunca virá. Embaixo da terra, os seus corpos já eram. Em cima, no Astral, eles continuam sendo consciências bem vivas. Tomara que eles aprendam logo essa lição e toquem a bola para frente, para outras jogadas, quiçá, mais felizes.

Oportunamente, O Papai do Céu lhes dará a chance de jogarem o jogo da vida carnal novamente. Terão outros uniformes (corpos) e se apresentarão em campo para outras partidas. E, pela bondade de Deus, eles deixarão de ser pernas-de-pau (reclamões) e se transformarão em craques da vida.


P.S.:

Nós aqui, da Cia. do Amor, não sabemos tudo. Não somos sábios espirituais nem mestres de ninguém. Mas jogamos limpo e fazemos aquilo que O Papai do Céu nos pede sempre: “falar na lata as verdades espirituais, sem rabo preso com nada, direto na veia, como manda o figurino”. Somos leais e bem espertos (ou seria despertos?), e valorizamos demais o dom da vida. E o amor é a coisa mais bonita que existe. NINGUÉM MORRE... A VIDA CONTINUA... VAMOS JOGAR...

Na Terra ou no Astral, sejamos craques (muito felizes), jogando um bolão nos eternos campos da vida... fazendo golaços (atitude bacanas), balançando a rede e correndo para a galera (os amigos, dessa e de outras vidas), sem esquecer de agradecer ao Papai do Céu, o Dono de todos os campos e uniformes e também de todas as bolas (planetas) que rolam no gramado sideral.

O mantra de hoje é: “OM SEJA FELIZ OM!”

Ou seria melhor: “OM CRAQUE OM!”?

A Cia. do Amor vai nessa e deixa uma AXÉZÃO para todos os leitores inteligentes e sensíveis à alegria de viver.



- Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor (3).
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 07 de fevereiro de 2006.) 




Notas: - Nota de Wagner Borges: Espero que fique bem claro para os leitores o motivo do alerta da Cia. do Amor. Ou seja, esclarecer que o suicídio não resolve nada e ainda piora a condição do espírito no “outro lado” da vida. Eles não estão condenando o suicida, que precisa de compreensão e carinho para se recuperar, mas alertando para a inutilidade do ato do suicídio. Falando das condições doentias desses espíritos infelizes, eles apenas estão tentando esclarecer aos encarnados sobre as conseqüências ruins do suicídio. E, também, tentando evitar que outras pessoas cometam a mesma besteira. Para os interessados em pesquisar sobre o suicídio e suas condições extrafísicas decorrentes, sugiro uma pequena bibliografia sobre o tema:

- “O Martírio dos Suicidas” – Almerindo Martins de Castro – FEB (Federação Espírita Brasileira).
- “Memórias de Um Suicida” – Yvonne do Amaral Pereira – FEB (Federação Espírita Brasileira).
- “A Transição Chamada Morte” – Charles Hampton – Editora Pensamento.
- “A Vida Além da Sepultura” – Ramatís/Atanagildo – Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.
- “A Sobrevivência do Espírito” – Ramatís/Atanagildo – Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.
- “Elucidações do Além” – Ramatís – Hercílio Maes – editora do Conhecimento.
- “Semeando e Colhendo” – Atanagildo – Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.
- “O Que Há Além da Morte” – Charles Webster Leadbeater – Editora Pensamento.

Paz e Luz.



- Notas do texto:

1. Cármicos (do sânscrito “Karma”: “Ação”, “Causa”): toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal, os hindus chamaram “carma”. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de conseqüências cármicas.

2. Umbral: plano astral denso; plano astral atrasado; baixo astral; plano extrafísico inferior.

3. A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor. Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna no site do IPPB: www.ippb.org.br Obs.: A coluna da Cia. do Amor é uma das mais visitadas do site do IPPB.
Cia do Amor
Enviado por Cia do Amor em 14/03/2006
Código do texto: T123221
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Sobre o autor
Cia do Amor
São Paulo - São Paulo - Brasil
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