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FELICIDADE OU OSSO?

(Falando das relações afetivas, na lata!)


Alguém perguntou:

- Por que amar machuca tanto?

E um dos espíritos da Cia. do Amor respondeu, na lata:

“Não, não é o amor que machuca.

O que fere são as espetadas emocionais.

Sabe aquelas farpas projetadas pelo ego?

Pois é, sua dor vem daí.

A coisa é mais simples do que você imagina.

Tire os espinhos e se acerte consigo mesmo.

Isso independe dos outros, é com você mesmo.

O amor não pressiona, liberta e preenche o espírito.

O que faz pressão são as emoções mal-resolvidas.

E como as pessoas se agarram nelas!

Como isso é possível? Elas não pensam?

Elas não percebem o preço que pagam no coração?

São capazes de se rebaixar, mas não largam o osso!

Fazem qualquer negócio para se agarrar emocionalmente.

Contudo, não têm motivação para vencer o apego.

Também pudera! Gastam toda a energia segurando o osso.

Uma hora é uma relação que termina (ou que machuca).

Outra hora é um parente que descasca e se manda para o Astral.

Em outro momento, é a briga com um amigo ou com um filho.

Ou seja, é carga emocional o tempo inteiro.

E as pessoas não se dão conta de que precisam trabalhar isso?

Não percebem o veneno que injetam em si mesmos?

E, quando alguém fala nisso, elas ainda se aborrecem.

No entanto, o problema delas afeta os outros também.

Amigos verdadeiros sofrem quando os amigos sofrem.

Gostariam de ver o amigo feliz, não roendo osso.

E o amor é muito legal, faz bem e renova as energias.

E aí está o problema: se machuca, não é amor.

O que existe, na maioria dos casos, é uma forte carga emocional.

E isso aperta o coração e machuca muito. Dói mesmo!

Mas poderia ser diferente. Essas emoções poderiam ser trabalhadas.

Poderia haver discernimento e serenidade, se houvesse vontade de crescer.

Poderia haver mais brilho nos olhos e mais alegria nas relações.

Sem sufoco, sem danação, sem remoques, sem peso, só sentimento legal.

Não há receitas para isso. O lance todo é de discernimento e consciência.

Faz muito mal não ser feliz! É feio fechar o bico e fazer birra. É danação em vida. Como é que as pessoas agüentam ficar assim? Vai gostar de osso assim lá longe...

Se a pessoa se aprofundar, notará que o vulcão emocional é dentro dela mesma.

As erupções de raiva e mal-humor vêm da pressão que ela tem dentro.

Simbolicamente falando, as emoções pesadas são semelhantes ao magma.

Sempre procuram um ponto de desafogo para liberar a pressão, de dentro para fora. E aí a coisa pega: é que isso racha o solo do coração e expele cinzas em torno.

Como resultado disso, a luz do sol do discernimento não passa, e a pessoa só vê osso. Se isso é assim, por que será que as pessoas não se previnem com esses vulcões emocionais?

Se o magma/emoções queima forte, por que se permite tal pressão em si mesmo?

Por que as pessoas não questionam essas coisas, em lugar de roer osso?

Será que não notaram que reencarnaram na Terra para trabalhar isso, as relações humanas? Não perceberam que enquanto não se motivarem para algo melhor, o lance ficará pesado?

Ou será que muitas gostam daqueles joguinhos emocionais de briguinhas e remoques? Talvez seja isso: as pessoas se acostumaram com o peso e agora não vivem sem ele.

O que é rebaixamento afetivo parece ser o normal. O osso parece um banquete.

E se alguém se atreve a falar nisso, danou-se! E aí, só dá osso novamente.

Por isso, a resposta à sua pergunta é apenas essa: amor não machuca!

O que machuca é o rebaixamento afetivo e a falta de consciência.

O que fere são as lascas do osso, de difícil digestão. E elas também ferem a boca.

Não há uma solução única para os trancos emocionais, cada um é de um jeito.

Mas, falar disso e chamar sua atenção para o fato, já é uma forma de fazer a “ficha cair”.

O resto é com você mesmo. Afinal, o osso é seu.”


P.S.:

“O amor é um banquete.
Osso ou banquete?
O que vai ser desta vez?
Felicidade ou vulcão?
Serenidade ou danação?
A bola está com você.
O lance é seu, a jogada é sua.
E o coração é o seu.
Vai rolar a pelota direitinho?
Ou vai dar de canela e perder o gol?
O campo de jogo é em você mesmo.
Por favor, jogue boas partidas.
Seja craque, pelo amor de Deus.
E seja feliz, de toda maneira.
A copa vem aí.
É hora de levantar o troféu do amor.
Dane-se o osso!
Seja feliz.
Até mais.”



- Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 19 de maio de 2006. Publicado no Recanto das Letras c/ autorização do mesmo)
Cia do Amor
Enviado por Cia do Amor em 05/06/2006
Código do texto: T169826
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Sobre o autor
Cia do Amor
São Paulo - São Paulo - Brasil
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