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a tinta

*
eu continuarei
a procurar o canto
na sonoridade

silenciosa e forte
das palavras

assim gravadas *
Assim

{Hoje passarei pelo Recanto... e deixarei esta "mensagem", enquanto a vontade e o esforço vão, uma e outro, tirando desforço uma do outro e o outro dela: o esforço ganha sempre, mas é a bela vontade que decide sempre e dela deixo sempre o esforço... satisfeito.}

eu
(e um gesto começa na cabeça e acaba nos pés, misto de onda e salamaleque, a cumprimentar o comprimento todo do ser)
continuarei
(e um gesto se renovará, como a brisa ou as mãos escrevendo a leveza no ar, dedos agitados como se as mãos planassem depois dum seu impulso, enquanto o corpo roda a toda a volta)
a
(e um gesto nos vira de frente para toda a gente disposta à nossa frente, sendo que isto não insisto, tem de ser imaginado sem imaginação)
procurar
(e um gesto, a cada palavra, em cada letra... subirá nas pálpebras e baixará nas pestanas, enquanto os olhos parecem conversam a expressão que sempre conversam}
o
(e um gesto virá nas asas do momento ali_mentar o corpo como a húmidade, enquanto bebemos pela pele ou pelos pelos, cada um dos momentos)
canto
(na sonoridade do silêncio, Si_lêncio, onde assoo o nariz e limpo aspiro os perfumes imaginários da rosa mística da poesia)...
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 11/07/2006
Código do texto: T191639
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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