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Pessimista busca do EU

     Encerram-se agora todos os propósitos de tornar a vida macia, bonita e tenra.
 
     Vou lhes contar que os meus olhos vêem retalhos de uma existência mórbida que culmina em desespero, desesperança e desaconchego.
                 
     O vazio, a escuridão e a malevolência correspondem a grande reserva que deixamos restar, que quisemos deixar como resto.
 
     Quando se abraça o medo, o abismo chega mais perto e quanto mais perto estiver, o coração adoecerá. Estando todas as estrelas reluzindo, o céu será indiferente e estar debaixo dele, mero acaso.
 
     Uma voz pra comunicar a dor e o amor serão vozes repetidas de palavras não ditas.
 
     Uma voz pra falar da vesânia que é a existência!!!!!!!!!!!
 
     Uma voz que não me explique o nada, que não me explique a vida, tampouco a morte, menos ainda a dor!!!!!!!!!
 
     Uma voz que talvez me mostre na chuva, nas cores, nas luzes, nos corações ou nas pessoas, o que, de fato, EU SOU.
Paulinha Vasconcelos
Enviado por Paulinha Vasconcelos em 13/07/2006
Código do texto: T193134

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Sobre a autora
Paulinha Vasconcelos
João Pessoa - Paraíba - Brasil
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