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Autores em cardume,nas águas da poesia

Autores em cardume,nas águas da Poesia

Sobre Cirandas/Clevane


Participo de algumas cirandas,algumas famosas,por exemplo,a Delírios Plurais,com seu site próprio,as da Olga Capatti...O Marcial Salaverry de vez em quando,me envia algumas,entro,depois verifico que não sou do grupo que a originou,ele acha graça e conversamos sobre as que "ressuscitam",as que são enterradas...
A Schyrley Pinheiro faz umas bem interessantes,a Mercedes Paiva,idem.Em meu grupo de trovadores ,damos um tema ou mote e saem todos a escrever,da melhor maneira possível,sobre algo.A diversidade da opinião humana,da filosofia de vida de cada um então,ficam em evidência.Uns andam em vias pararelas,outros andam na contramão,há quem pegue atalhos,nade mar a dentro...
Não gosto apenas de cirandas que ficam imensas,pois nesse mundo de hoje,as pessoas têm cada vez menos tempo disponível.Muitos entram na Internet após a meia noite-ou porque é quando encontram um espaço, computador livre,ou porque as taxas são mais baratas,etc.Geralmente,cansadas de um dia passado.
Daí,vocêe pega uma ciranda,vai ler e quanto mais lê,mais sabe que há o que ler,você quer chegar à do amigo, ou ao seu próprio texto...
Às ou as poesias numeradas são link,você acaba lendo apenas as que interessa.
Percebo que as pessoas estão numa espécie de competição:"minha ciranda é a MAIOR"-em termos mesmo de tamanho,número de participantes.Certamente,alguém não será lido.Quase nunca é verdade o velho adágio de que "os últimos serão os primeiros".Isso é dito apenas para consolar alguém...
Costumo arquivar,reler,reenviar,tempos depois.
Já imprimi muitas e quando havia um bom número ,encadernava.Mas haja espaço para guardar as escorregadias encadernações!
Fiz boa amizade com muitos cirandeiros.
Minha sugestão,é que se limite,em cada uma,o número de participantes.Uma espécie de corrida ao fim do arco-íris.O pote de ouro,em geral é uma bela formatação,muitas vezes,com midi e tudo,feita ou encomendada pelo organizador.
Depois do texto que ocupasse o último lugar,a Ciranda seria mostrada e então ,o organizador poderia recomeçar.Outro módulo...
Também creio que as poesias deveriam ser enviadas diretamente a essa pessoa:ninguém veria a de ninguém.E não é que às vezes,acontece uma "inspiração" tipo plágio,dentro das próprias seqüencias?...
Aliás,um parênteses:se alguém manda uma de suas poesias,orgulhoso da "cria"(=cri/ação),só responda se for muito íntimo,peça licença,mande se tiver muito desejo,mas converse em "PVT" com o autor.Como sair divulgando um "dueto" não autorizado ou dar margem a uma ciranda que vai abafar a criação alheia,pela diversidade ou pala mediocidade,pelo brilhantismo ou pela cópia?
Muito embora hoje se use muito a "releitura",esta,deve ser ótima,coerente,autorizada.Felizmente, tenho lido alguns duetetos,até decetos,acompanhados da palavra "autorizado".Ótimo.AUTORIA É SAGRADA,repito sempre.
Muito autor já confidenciou-me que detesta quando alguém se apossa de sua legítima idéia.E ainda a fragmenta.
É bem verdade que "nada existe de novo debaixo do sol",mas a maneira de se escrever,o estilo,o enfoque,o verbo,são pessoais.E ninguém pode esquecer de usar aspas!
Às vezes,quero postar uma ciranda bonita aqui no blog,mas o tamanho impede-me.Tenho de dividir em vários módulos.
Quem posta em um site também costuma fazer isso(da letra tal à letra tal,do número X ao Y...).
Gosto de cirandas,porque às vezes uma simples palavra proposta,rende uma cascata de versos.Muitas vezes,escrevo diretamente na telinha.

Encontrei um texto meu de 2004,enviado para a Paola Caumo,uma das criadoras de "Delírios Plurais" e que acrescento,porque diz respeito:



"Paola:parabéns pelo "fecho de ouro"-seu poemeto está um primor, não só na forma, quanto no conteúdo filosófico das entrelinhas, amiga.
Gostei também dos demais, o que torna um prazer a companhia dos poetas:é como se estivéssemos num sarau, embora sequer conheçamos o rosto de alguns.Do Marcial Salaverry, por exemplo,com quem mantenho uma correspondência "eclética"(por ex ele ter um bisneto maranhense, onde morei seis anos, porque ambos lutamos pelos direitos autorais & outros assuntos...rss), já vi em fotos de encontros literários, conhecendo portanto, por trás do escriba, os olhos azuis ,os lindos cabelos brancos e sorriso afável)...
Interessante verificar o quanto uma palavra sugerida suscita tantas e tão diversas elaborações dos autores.Quando presidi a UBT, em Juiz de Fora, verificava,nos concursos trovadorescos(chamados à época, "Jogos Florais"), as centenas de trabalhos falando de forma diversificada,algumas totalmente a fugir do óbvio,do tema proposto.Embora a livre inspiração seja fonte de prazer pleno, e muitos considerem que impor um tema, pode travar, penso que, nesse último caso, escrever a respeito de alguma coisa proposta é um severo exercício de escrever, como,quando estudantes, tínhamos de fazer redações sob um título encomendado.Essa disciplina dará frutos enormes, com certeza:não há porque temer nada:a criatividade humana é ilimitada...
Lembro-me também, a propósito, de que, aos dezessete ou dezesseis anos, ganhei primeiro lugar em um concurso de crônicas(Programa Contraponto, da Rádio Industrial,de Juiz de Fora , MG, onde o jornalista José Carlos de Lery Guimarães instigava as pessoas a escreverem, mostrarem os escritos,concorrerem).Pois o tema era "Operária"e escrevi sobre "Mãe", operária completa.Semanas depois, lá estava ele chamando o "senhor Clevane"pela Rádio ,avisando do Prêmio(Troféu Domervilly Nóbrega) que certamente iniciou minha carreira literária.Eu fiquei absolutamente constrangida de lograr o primeiro lugar, já que,entre os demais classificados,havia até quem já tivesse livro publicado.Mamãe insistiu em que eu fosse à solenidade", na qual, ao explicar que eu,mocinha magricela ,obviamente, ´não era o senhor Clevane, a rir com os presentes do engano,deixei para trás, para sempre,minha "timidez de nascença.Bendita mamãe, que inspirou a crônica e ainda forçou-me àquela aparição pública que me inseriu entre os escritores do NUME,(Núcleo Mineiro de Escritores)eno jornalismo da cidade, a partir de então...
Desculpe a reminiscência...
Esse um grande valor da Internet:aproximar pessoas.Muitos estariam escrevendo e guardando em caixas e gavetas-e o que o autor mais precisa, é de ser lido.Por isso, acho que um website como Delírios Plurais, que não se prendeu ao egoísmo das próprias obras editadas,dando aos demais tanta chance dessa leitura desejada,merece todo o nosso respeito, gratidão e louvor...Sinceramente:
Abrs:
Clevane

N:se puderem ou quiserem,encaminhem esse testemunho -e/ou opinião-aos demais participantes de Delírios Plurais.Gostaria -e creio que você e o Humberto também-de saber o que pensam dessa oportunidade que vocês dois nos concederam...
Deliremos, mais e mais!
Clevane

CAMPANHA PELOS DIREITOS AUTORAIS:ENGROSSE ESSE RIO,,,
CLEVANE PESSOA


Paola wrote:



Amigas e amigos,
Com carinho apresentamos o tema: Paradigma.
Onze poetas aceitaram o desafio. Nosso muito obrigado!!!

Confiram nossos delírios e deixem os vossos no livro de visitas.
http://geocities.yahoo.com.br/deliriosplurais/paradigma.htm

Beijos no coração,
Paola & Jorge e Tânia"
Publicado por clevane pessoa de araújo em 14/07/2006 às 18h27
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Copyright© 2005 by ClevanePessoa. Todos os direitos reservados.Criado e hospedado por Recanto das LetrasPágina atualizada em 14.07.06 21:09
clevane pessoa de araújo lopes
Enviado por clevane pessoa de araújo lopes em 14/07/2006
Código do texto: T194200

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Sobre a autora
clevane pessoa de araújo lopes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 69 anos
555 textos (176706 leituras)
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