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Diante das doenças

Sou espírita e aprendi que uma das funções das longas doenças que às vezes precedem o desencarne de entes queridos, é preparar tanto a família como o próprio doente, para a separação, para a partida dele para o outro plano. Mesmo sendo espírita, a dor da perda acontece. Porém, a diferença é que sabemos e devemos lembrar, que nossa dor é sentida pelo amado que faz a passagem.
Por mais que saibamos, desde o nascimento, que nossa vida terrena culminará um dia, com o retorno ao plano espiritual, dificilmente, por mais longa que seja a enfermidade que acomete o ente querido, nem  a família, nem os amigos se preparam para o desenlace. E mesmo sabendo que nesses longos períodos que pode durar a fase terminal, mais intenso é seu sofrimento físico, limitam-se a sentir pena de si mesmos, por terem que passar por tamanha dor, qual seja a perda, a separação.
Deveríamos orar muito, pedir o amparo do Pai, de tantos amados que o precederam na jornada de retorno, o auxílio dos mentores de luz, para que o espírito do doente possa desprender-se. Quantos ficam semanas agonizando, porque seus familiares clamam para que não partam.
E continuamos andando em círculos dentro de nossa própria dor. Se tivéssemos consciência da dor que podemos estar provocando no espírito relutante ante a necessidade da partida, mudaríamos nosso comportamento diante da iminência da despedida.
Somos ainda muito egoístas. Não queremos abrir mão. Não importa a dor do outro. Um dia eu falei, em certa circunstância, que a dor que estava sentindo era minha e que ninguém podia avaliá-la. Isso é verdade. Mas não envolvia a dor de mais ninguém.
Mudei muito com relação aos sentimentos gerados pela presença da morte em minha vida. Entendo-a de outra forma. Desencarnes de familiares, amigos, conhecidos, me abalam. Mas minha vibração é outra. Lembro que são espíritos que continuarão sua jornada em outro plano e que precisam de luz e paz, para poderem recomeçar por lá, longe daqueles que fizeram parte de sua vida carnal, que também sentirão saudade de nós.
Ainda não aprendemos a refletir o suficiente sobre esse assunto. Não gostamos de abordar o tema morte.(291006)

Vitoria Lerinha Haubert
Enviado por Vitoria Lerinha Haubert em 02/11/2006
Código do texto: T279844

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Sobre a autora
Vitoria Lerinha Haubert
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
266 textos (18686 leituras)
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Vitoria Lerinha Haubert