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EU NÃO VIM CHAMAR O JUSTO, MAS OS PECADORES AO ARREPENDIMENTO.

Jesus Cristo nunca conheceu pecado, e não tinha obrigação nenhuma de pagar pela dívida que o homem havia contraído com Deus no Paraíso do Éden. Mas ofereceu a si mesmo em sacrifício vivo para nos remir da obra do pecado, e, por obediência ao Pai, se expôs em maldição na vergonha da cruz e pela sua morte, cravou a morte na cruz e libertou o homem do domínio daquele que tinha o império da morte. E pelo seu próprio sangue reconciliou o homem com o Pai, e lhe ofereceu uma nova oportunidade, através do arrependimento dos pecados para receber o dom do Espírito Santo e herdar a vida eterna.

            Antes de iniciarmos a nossa meditação, vamos buscar o significado da palavra ARREPENDIMENTO (no sentido espiritual) o qual é o fundamento principal do nosso estudo:

ARREPENDIMENTO: Decisão de mudança radical de atitude e vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se abandoná-lo, fundamentando a sua confiança em Deus, o único que pode nos perdoar. O complemento do arrependimento é a FÉ, e os dois juntos produzem a CONVERSÃO, e da conversão vem a vida eterna.
Com a queda do homem no Paraíso do Éden pela sua insubordinação e a conseqüente consumação do pecado, a promessa de viver eternamente havia se encerrado. O homem estava morto, não só espiritualmente, como também a morte física lhe fora ordenada.
A terra foi amaldiçoada e com isso o homem ficou vulnerável as enfermidades, dores e aflições. Estava definitivamente separado de Deus, porque estava morto na maldição do pecado. Por esta razão a palavra na carta aos Romanos 6.23 declara que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida a vida eterna.
E no capítulo 53 do livro dos Salmos, a palavra relata que olhando Deus desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e o buscasse, não encontrou um justo, nenhum sequer, desviaram-se todos e se fizeram imundos; porque todos pecaram e destituídos estavam da glória de Deus.
O Senhor Deus poderia ter abandonado o homem no pecado, mas pelo seu infinito amor, compadeceu-se dessa criatura feita a sua imagem e semelhança, e havia preparado um plano para restabelecer a sua reconciliação, com a certeza que sem derramamento de sangue não havia remissão do pecado, ainda que fosse o sangue do seu próprio Filho.
Porem, Jesus Cristo que nunca conheceu pecado, não tinha obrigação nenhuma de pagar pela dívida que o homem havia contraído com Deus no Paraíso do Éden. Mas ofereceu a si mesmo em sacrifício vivo para nos remir da obra do pecado, e, por obediência ao Pai, se expôs em maldição na vergonha da cruz e pela sua morte, cravou a morte na cruz e libertou o homem do domínio daquele que tinha o império da morte. E pelo seu próprio sangue ofereceu ao pecador uma nova oportunidade de vida eterna, pelo arrependimento.
O capítulo 4 do Evangelho de Mateus, relata que Jesus, sendo batizado, ungido e revestido do Espírito Santo pelo Pai, começou a convocar os seus primeiros discípulos e sinalizava para a magnitude e grandeza da maior obra que a terra passaria a testemunhar. E o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou. Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
Então o Senhor Jesus declarou: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor (Lucas 4.18 e 19).
E aconteceu que, estando Jesus em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos (cobradores de impostos corruptos) e pecadores e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isso, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
Jesus, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. (Mateus 9.10 a 13)
Observem a humildade do Senhor Jesus e o amor comprovado ao homem, ainda que no pecado. O Senhor acolhia os pecadores sem acepção, e comia com eles assentando-se na mesma mesa, fora recriminado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, por causa da sua bondade e misericórdia, e disse-lhes: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus (Mateus 21.31).
No início do nosso estudo, observamos na palavra que olhando Deus, do céu para os filhos dos homens, não viu um justo, nenhum sequer, porque aquele que disser que não tem pecado é mentiroso. Essa palavra certifica que todos sobre a terra são pecadores e para herdar o Reino do Céu, o princípio fundamental de tudo é o arrependimento.
Jesus ratifica essa verdade no Evangelho de Lucas 24.47, recomendando que em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. Porem, aquele que se julgar justo, está fora do plano de salvação do Senhor Jesus, porque Ele enfatizou em várias oportunidades, que não veio para o justo, mas veio chamar os pecadores ao arrependimento. Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores.
Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou (Hebreus 12.16, 17).
Com a queda no Paraíso do Éden, o homem estava morto no pecado, e o Senhor havia colocado anjos vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado, pela sua humildade e arrependimento. E, pelo sangue de Cristo, o homem teve novamente acesso ao perdão e a salvação para a vida eterna.
A carta aos Romanos 5.6-8, revela o verdadeiro amor do Senhor Deus pelo homem, mesmo depois do pecado, e descreve: Porque estando nós ainda fracos, isto é, no pecado, Cristo, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.  Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
            E após a ascensão do Senhor Jesus ao Trono de glórias do Pai, iniciou-se a obra mais extraordinária de evangelização pelo ministério dos apóstolos e discípulos de Cristo, e os povos ouvindo isto compungiram-se em seus corações; dirigiam-se aos apóstolos e perguntavam: Que faremos, varões irmãos?
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.   Arrependei-vos, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor Jesus. Para lhes abrires os olhos e das trevas os converterem à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em Jesus Cristo.
Porque no capítulo 3 do Evangelho de João, Jesus disse a Nicodemos: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode entrar no reino de Deus.
E o novo nascimento vem pelo arrependimento, conversão, e fé, isto é, sepultar o velho homem pecaminoso e nascer de novo pela aspersão do sangue de Cristo, porque o próprio Jesus declarou:Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
Max Pitchon
Enviado por Max Pitchon em 08/11/2011
Código do texto: T3324284

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Sobre o autor
Max Pitchon
Santo Antônio do Amparo - Minas Gerais - Brasil, 33 anos
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