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AMADURECER... AINDA É BOM

É bom quando constatamos que os anos
que passaram por nosso corpo,
não atingiram nosso espírito...
Ósculos e amplexos,
Marcial
 
AMADURECER... ainda é bom
     
As idéias amadureceram mais um pouco, pois li um pensamento que se aplica à perfeição ao tema e que exige uma certa reflexão. Vejam se não estou certo:
"Pense em si mesmo como alguém que tem direito à felicidade".
Não sei quem é o autor, mas gostaria de ter sido eu quem teve essa inspiração, pois era exatamente essa sugestão que pretendia passar para as pessoas que começam a se entregar ao peso dos anos, esquecendo-se de que enquanto estamos vivos, sempre temos algo a fazer.
Acredito que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é chegar naquele ponto em que diz nada mais ter a fazer e entrega os pontos. Pode-se dizer que morreu em vida. E como é ruim quando isso acontece.
Gostaria de pegar cada uma dessas pessoas apenas para tentar mostrar que todos, sem exceção temos algo a fazer por alguém. Ninguém está completamente inutilizado para a vida.
Lembrar que todos tem direito à felicidade. Mas temos que saber buscá-la, não se pode esperar que ela caia do céu.
E... como buscá-la? Argumentou uma amiga, acrescentando que estava viúva há já alguns anos, e que sentia muito a falta do marido, e não via mais razão de viver.
Esse diálogo aconteceu há exatos 18 meses.
Deixei-a chocada quando perguntei por que então não se enterrava junto (tipo tratamento de choque). Sugeri depois, que começasse a viver, pois tinha direito à felicidade. Indiquei-lhe procurar os Centros de Convivência da Terceira Idade, que procurasse grupos de excursão. Que procurasse, enfim, contato com pessoas vivas.
Enfim, que ao invés de ficar em casa chorando a perda do companheiro querido, que procurasse sim, manter as recordações de todos os bons momentos vividos juntos, e que fosse tentar viver.
Bem, para encurtar a história, hoje essa pessoa continua só... mas notei uma alegria de viver no brilho de seus olhos. Tem viajado constantemente. Nas reuniões do Cecon, conversa com amigas lá conhecidas, faz tricô, está aprendendo pintura em seda. Enfim, está vivendo. Está feliz. Esqueceu o marido? Claro que não. Sempre se lembra dos momentos felizes vividos juntos. Mas são lembranças boas, e não amargas. Não lamenta mais o fato dele não estar mais aqui, mas sim alegra-se por ter tido sua companhia por tantos anos.
Muitas vezes, pode até encontrar um outro alguém que esteja igualmente solitário. Claro que não se pode esperar que surja uma grande paixão, um grande amor. Mas que surja alguém com quem possa dividir a solidão. Não é imprescindível, pois é perfeitamente possível administrar-se a solidão. Basta que se encontre uma ocupação. Algo com que preencher o tempo ocioso.
Os fatos são os mesmos, o que muda é o enfoque. É a maneira de se encarar os fatos.
Se a idéia serviu para uma pessoa que estava completamente amargurada, poderá servir para qualquer pessoa. Basta que consiga acender uma pequena luzinha em sua vida. Basta que entenda seu direito à felicidade e saiba usá-lo.
E amigos, como é bom sentir-se VIVO, como é poder agradecer ao Amigão o fato de sentirmos a alegria de viver.
Para cada problema existe uma solução. Só temos que saber procurar. O importante é nunca entregar os pontos. E o ponto final da vida só surge quando ela efetivamente acaba. Nunca antes.
Bem crianças, está chegando o fim de semana. Então, TENHAM UM LINDO DIA.
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Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 03/09/2005
Código do texto: T47290
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19850 textos (1962176 leituras)
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6 e-livros (2134 leituras)
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Marcial Salaverry