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O VALOR DAS COISAS SIMPLES

      O menino gostava do lugar onde morava. Gostava do ar puro soprando nas folhas verdes. Gostava dos sons dos belos pássaros pousados nos belos galhos das árvores fortes. Gostava dos peixes coloridos nadando nas águas transparentes. Gostava do cheiro da terra molhada pela água pura. Gostava muito do gosto da água pura.
      O menino cresceu. Descobriu, entre muitas coisas, que a água pura não tem gosto, não tem cheiro e não tem cor. Deixou de gostar da água. Deixou de acreditar em coisas simples.
      O homem passou a querer coisas mais complicadas. Descobriu que coisas complicadas custam dinheiro. O homem se desfez das coisas simples. Queimou as árvores, matou as aves e outros bichos, poluiu o ar, a terra e a água. A água era algo simples. Não tinha gosto, não tinha cheiro nem cor, nem custava dinheiro.
      Graças ao homem as coisas estão mudando. As coisas complicadas estão por toda parte. A cada dia valem menos. Coisas simples e puras como a água são raras entre os homens. Infelizmente o homem não pode voltar a ser menino.
      Ainda há meninos. Tomara que eles cresçam e, no futuro, encontrem mais simplicidade e pureza nos homens e na água. E que saibam dar valor.
     
(Segundo a Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância - menos da metade da população mundial têm acesso à água potável)    
Wellington Fernandes
Enviado por Wellington Fernandes em 10/09/2005
Código do texto: T49265
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Sobre o autor
Wellington Fernandes
Itabira - Minas Gerais - Brasil, 42 anos
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Wellington Fernandes