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LOUCOS DEUSES_LUIS LISBOA // DETH

Amigos recantistas,

Nesse dueto, meu papel foi o de homenagear nossa querida amiga DETH HAAK HAAK, que estava com a infeliz idéia de nos deixar, e espero que tenha desistido, para sempre. Obaaaaaa, fique com a gente DETH, nós te amamos muito...............!

Trata-se de um soneto atribuído a Luis Lisboa (no qual o Dicionário de Rimas, alerta que a maioria das palavras não existe em quaisquer dicionários), em dueto com a nossa querida DETH HAAK HAAK. Não ousei empenar a minha modesta pena e neurônios, até porque nunca teria capacidade de duetar neologismos com esses dois grande expoentes: LUIZ LISBOA e DETH HAAK HAAK.

Não sei como a incrível DETH conseguiu construir o soneto DEUSA DAS DUNAS, num casamento perfeito de intenções, rimas e métricas com o soneto A UMA DEUSA, de Luis Lisboa, conhecendo apenas a primeira estrofe que lhe escrevi num comentário. Achei incrível... fantástico! Coisa do outro mundo... Será psicografia?... Arrepiei-me todo! Vejam com calma e não se preocupem em entender, apenas sintam...!

Beijos poéticos com neurônios em curto...


A UMA DEUSA
Luis Lisboa
 
Tu és o quelso do pental ganírio,
Saltando as rimpas do fermim calério,
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijom sidério.
 
És o bartólio do bocal empírio,
Que ruge e passa no festim sitério
Em ticoteios de partano estírio,
Rompendo as gâmbias do hortomogenério.
 
Teus lindos olhos que têm barlacantes
São camençúrias que carquejam lentes
Nas duras pélias do pegal balônio.
 
São carmentórios de um carce metálio,
De lúrias peles em que pulsa obálio
Em vertimbáceas do pental perônio.



DEUSA DAS DUNAS
Deth Haak

Tu és miragem retilínea, em ti aninha
O caminho sem trilha, rubro da retina
Grãos purpurinados, sina matutina
Sol de vespas, vestes claras curvilínea...

Tu és magistral sal da justiça, aguais
Doce abissal, cande liça borbulhas guias
Posto que és límpida, reluzente cintilas
Emanas edulcorados raios e faúlhas...

No cinéreo tempo, tinge gramados siderais,
Divinos momentos. Desadormecendo naguáis
Pélagos sentimentos, pégasos de meus ais...

Tu és iracunda cantata universal, cancela
Que ruge ao carpir pontal, vento bramido
No imaginal, hebria constelação boreal...
Jotabe
Enviado por Jotabe em 16/01/2006
Reeditado em 09/07/2006
Código do texto: T99587

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Sobre o autor
Jotabe
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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