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Hoje eu queria te escrever uma carta. Que ao lê-la, seu coração se enchesse de alegria. Queria que ela falasse do respeito e do cuidado para com aqueles que amamos; que ela falasse dos sonhos e das conquistas; que falasse desse ato de partilhar e de viver os momentos em sua plenitude. Queria te escrever assim, sem tinta, sem prazo, sem compromisso, sem regras ou concordâncias... mas queria que a mensagem ficasse tatuada em sua memória, não nos arquivos comuns, nos favoritos, naqueles que a gente sabe que sempre poderá voltar lá, porque sempre haverá algo de bom a nos esperar. 

Queria te escrever uma carta que te contasse do meu dia, que te fizesse rir dos meus micos e se emocionar com as minhas descobertas. Que ao lê-la, você percebesse o quanto amadureci, mas que também não deixei morrer aquele riso que você tanto ama. Ah! Como eu queria te escrever essa carta... Queria te falar das coisas importantes, mas também das banais, aquelas que nos fazem gargalhar sem motivo algum. Uma carta! Queria apenas escrever uma carta que te falasse de risos, de alegrias primaveris. E se por acaso uma lágrima rolasse, que esta fosse como orvalho que nos realimenta a alma e nos faz renascer na certeza de viver mais um dia. Queria uma carta que celebrasse o encontro das almas que se reconhecem no olhar e se prometem não mais se largar. Que engrandecesse o Amor Universal. 

É...Acho que é isso! Queria escrever uma carta de Amor. De amor à vida, ao mundo, aos amigos... a você. Queria escrever algo que te fizesse cantar a melodia dos que amam. Que ao fechar seus olhos, você quase ouvisse a minha voz, dizendo bem baixinho que te ama. Queria tanto escrever essa carta. E que ela fosse tão especial, que você a guardaria como quem guarda o seu tesouro mais precioso. E para onde quer que você fosse eu teria certeza de também estar lá, bem pertinho de você. Que ela fosse uma declaração de coragem em todos os momentos em que você se sentisse frágil ou impotente. Que fosse uma declaração dos princípios que regem as relações humanas. Ah! Quanta pretensão a minha! Mas ainda assim eu queria. E tanto queria, que escreveria com aquela audácia dos sonhadores, só para guiar teu sonho. Queria te escrever, buscando o caminho do teu coração, como quem busca o caminho da luz, o encontro com a paz. Que ela te trouxesse a sensação de um momento de ternura único e pleno de amor. Que ela falasse daquela paz tão sonhada, tão desejada, tantas vezes poetizada e declamada. Mais que isso! Queria te escrever um tratado de paz, uma declaração de pleno amor. Ah se eu soubesse! Escreveria com a alma e o coração de quem só sabe amar e nada mais tem a ofertar a não ser esse amor desprendido e desinteressado. Esse amor que ama pela beleza e pela magia inerente ao ato de amar. Mas eu queria tanto! Queria que antes de dormir, você pensasse no abraço que eu nunca te dei, mas o sentisse assim, tão intenso e real. 

Queria te escrever uma prece que buscasse a sua proteção, que fosse o teu alento quando as nuvens por ventura ameaçassem pesar sobre seus ombros. Que se você sentisse que era chegada a hora de parar, desistir da caminhada, que ela fosse seu colo, seu afago e seu porto seguro. Se eu pudesse... Escreveria uma carta que fizesse seus olhos marejarem entre chuvas de estrelas e esperanças cada vez que você olhasse a vida de frente, tendo a certeza viva de trazer consigo, o sorriso dos vitoriosos em cada novo amanhecer. E se eu finalmente conseguisse escrevê-la, me desmancharia em sonho e magia só para ter a certeza que em seu coração eu estaria e de lá não mais sairia. 

E ao entregá-la, nem seu nome eu escreveria... Você a leria e de imediato, nela se reconheceria.
Sandra Mara
Enviado por Sandra Mara em 14/02/2006
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T111590

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Sobre a autora
Sandra Mara
Estados Unidos
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Sandra Mara