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Às vezes

Nem sei por onde começar, não fiz um rascunho pra depois passar pra este espaço...
Mas às vezes a gente coloca a carroça na frente dos bois, não sei por que isso acontece. E, puxa, como acontece comigo.
Às vezes a gente não sabe se expressar direito... e acaba atropelando e expondo coisas que não deveriam ser exposta, coisas que deveriam morrer lá dentro do coração, coisas que nem deveriam ter nascido.
Às vezes a gente quer mais do que pode ter, quer ter o que não é nosso, quer tomar pra mostrar que pode, quer destruir uma coisa tão bonita por puro egoísmo.
Às vezes é tão freqüente... que nem sei por que chamo de às vezes. Talvez seja uma maneira de tentar me desculpar por tantos e tantos às vezes. Afinal, é apenas às vezes...
Só espero que você entenda que tudo foi bem mais forte do que eu pude controlar. Minhas palavras, tantas e tantas vezes, podem ter ofendido a sua maneira de vivenciar os momentos mais lindos entre dois (quase) amantes.
Eduardo Martínez
Enviado por Eduardo Martínez em 29/05/2006
Código do texto: T165445
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Sobre o autor
Eduardo Martínez
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
14 textos (1456 leituras)
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Eduardo Martínez