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ESCOLA DA VIDA


Deliberadamente, em negrito itálico, 
chamando assim a atenção dos pedintes, 
me fiz ver como doutor. 
Sem prejuízo ao verbete, 
que tanto me vanglorio saber,
faltou-me o branco ou a gravata, 
mas tudo isso é bravata no desencontro que é a vida. 
Dos adjetivos, o melhor a saber é transigente, 
porque se mente pouco, 
mas muito se aprende, 
comumente, 
com quem se lida. 
Das muitas e abrangentes escolas de títulos, 
todas íntimas dos meus contos heróicos, 
fui me deter na primeira, 
porque jamais passageira, 
me acompanhar aos funerais. 
Das outras,
restou-me a mulher, 
seja na forma ou no conteúdo, 
que mais carnudo, me isola quando quiser. 
E mais a frente,
 mesmo indiferente, 
vai na prosa ou no verso, 
me cercando ao testamento, 
que por si só, 
já me faz ser o esquecido,
quando chegar o momento.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 30/05/2006
Reeditado em 31/05/2006
Código do texto: T166296
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
732 textos (54094 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante