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Meu pequeno Jardim




    Quantas vezes a tristeza encheu meu coração de lágrimas e assim deixou marcas que levei sempre, independente do tempo.

    Tempo de agora, de ontem e de amanhã que por não entender bem os sentimentos permiti que máculas habitassem esse pequeno órgão sofredor, colorindo meu ser de dor.

    Parar as vezes cria obstáculos tão grandes que se transformam em um muro de cegueira feroz impedindo que abra meus olhos e veja a simplicidade do dia, do sol, das flores. Sim, simplicidade porque apenas são o que são, sem mistérios, sem precisar se tingir, se transformar para poder agradar e assim receber o carinho, o abraço, o amor tão necessários.

    Há quem diga que as flores são as dores dos homens que após Caídas ao chão, em forma de lágrimas brotaram em tons sublimes, em beleza infinita, em perfumes inebriantes, para mostrar como podemos transformar nosso coração.

    Assim é a vida, pequenas lições doadas por amor para transformar a dor.

    Deus, se soubesse das verdades da vida, deixaria as tristezas escondidas e só habitaria em mim as flores, o sol, o luar, as belezas infinitas.

    Se soubesse entender as parábolas do coração nunca ousaria magoar, julgar, odiar.

    Se soubesse como é divino entender o coração de um irmão e perdoar cada topada dolorida, entenderia que é preciso chorar para do chão brotar jasmins, rosas, orquídeas.

    Quem sou, que não entendo o amor e as suas lições?

    Por mim, senhor, abra este pobre órgão repleto de dor e retire de lá todo sentimento inferior.

     Permita Senhor, que com o arado e as suas sementes possa transformar esse chão calejado no jardim abençoado, em espelho de seu amor.

    Que caibam nele todos aqueles que um dia sentaram, os amigos, os que me escutaram, os que me consolaram, os que me amaram, mesmo aqueles que por força de seus destinos me abandonaram, pois, para cada um especialmente hoje eu planto uma flor.

Joana de Cadmo
Enviado por Joana de Cadmo em 17/11/2006
Código do texto: T294185

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Sobre a autora
Joana de Cadmo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
17 textos (1113 leituras)
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Joana de Cadmo