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Texto

A Convivência Humana

As relações de convivência humana se deterioram no seio de um grupo social quando, em maior ou menor grau, acontecem as seguintes atitudes:
Quando a ambição e o fanatismo cegam o amor ao próximo, o respeito ao semelhante e a convivência pacífica com as diferenças existentes entre culturas, povos, raças, religiões ou qualquer outra condição que possa reger a vida do ser humano;
Quando os indivíduos adotam posições radicais, sem querer enxergar o lado do outro, ou seja, posições egocêntricas, indivíduos fechados em si mesmo, contendo orgulho, exaltação, e querendo que os demais possam pensar e agir conforme o seu ponto de vista, nunca se colocando no lugar do outro;
Quando há carência de diálogo, entendido como um canal aberto e direto de comunicação, como acontece na amizade verdadeira, onde podemos ser ouvidos, falar o que pensamos, sermos considerados e respeitados;
Quando há excesso de conversas paralelas, fofocas, pontos de vistas apoiados em falsas informações, acúmulo de situações mal resolvidas, acarretando falta de confiança, ressentimentos, mágoas, rancor e até outros sentimentos piores;
Quando construímos barreiras intransponíveis em nossa mente, pois aquilo que pensamos um do outro, muitas vezes, é o maior obstáculo ao bom relacionamento;
Quando há carência de amor verdadeiro e reconhecimento mútuo, não bastando o reconhecimento dos bons feitos, mas também o valor de cada um como pessoa humana, como ser imperfeito que somos, sujeito a falhas, mas dotados de um coração, de sentimentos, de razões, de uma história de vida, de circunstâncias na vida e, principalmente, de limitações que só o tempo dará jeito;
Quando há carência do senso de justiça, o qual é capaz de impedir que alguém faça com o outro aquilo que não gostaria para si, quer seja com palavras, atos ou mesmo com indiferença e desprezo;
Quando há carência de mediadores dispostos e capazes de mostrar um ponto de vista mais nobre e elevar o pensamento além do problema em si, apontando rumos, clareando as situações e harmonizando os corações, pois a omissão é tão grave quanto a própria contribuição para a desarmonia;
Enfim, quando as palavras bonitas estão presentes na boca das pessoas, mas ausentes no coração, atestando a falta de uma regra básica de convivência: Ver as qualidades nos outros e os defeitos em si mesmo, o inverso nunca funcionou, não funciona e nunca funcionará em prol da harmonia. Relevar as diferenças entre uns e outros é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. As diferenças nos servem para o enriquecimento e fortalecimento das nossas convicções e não para servir de um campo de batalha.
Escrevi estas palavras após refletir algumas situações em que vivi, vivenciei e me enquadrei, compreendendo que para resolver qualquer problema temos que ser mais fortes do que o problema em si e não nos envolvermos com as situações alheias. Sempre nos balizando pela ética, respeito, confiança e o pensamento na razão maior: O Amor.

Floripa, 29/07/2004
Paulo Afonso Condé
Enviado por Paulo Afonso Condé em 08/02/2008
Reeditado em 26/01/2012
Código do texto: T850779
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Afonso Condé
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 58 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/07/14 02:06)