SILÊNCIO

Meu amor esta impregnado de tempo

E a distancia entre o ontem o hoje e o amanha

Pode estar por um fio formador da memória

E sem ao menos dar-me um ínfimo espaço de tempo

Você diz que nosso amor acabou de uma forma natural

Não lhe peço nada e nem tampouco buscarei uma tentativa inglória

Talvez todo esse momento seja um pequeno contratempo

Por quanto tempo mesmo o nosso amor durou

Mas como podemos dar-nos o direito de medir o tempo do amor

Como dizer racionalmente o início o meio e o fim do amor

Em mim tenho-o guardado a setes chaves no cofre das emoções

Que dentro do baú de meu tempo vaga no mar de minha memória

Em uma angustiante viagem em busca de mil soluções

Na esperança vaga e talvez vã de reatar e reaver o que se perdeu

Enquanto isso vivo da voz de meu silêncio interior

Que me diz diuturnamente que meu silêncio

Seja a única maneira de fazer-me escutar

E quem sabe quebrar um dia

Esse silêncio em nós

Silenciosamente

Nós

...

Leilson Leão

Leilson Leão
Enviado por Leilson Leão em 11/05/2007
Código do texto: T483655