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VOCÊ NÃO ACREDITA EM DEUS?

   
   Não conseguia acreditar em Deus, mas não compreendia o porquê da beleza e sincronia da natureza. Não queria aceitar Deus, mas não abria mão de suas bênçãos, e muito menos da minha vida, que me fora entregue, não sei por quem.

  A sua grandeza passava despercebida, enquanto eu, atônito observava uma enorme cachoeira banhar os solos, uma grande montanha quase que inatingível penetrar as nuvens e mais pasmo ainda, fiquei, com a força da gravidade que mantém todos os astros suspensos no espaço!
Não queria entender o seu poder, mas em todos os dias da minha vida presenciava fatos que pareciam verdadeiros milagres. Sentia um grande fascínio com o perfume das flores e via a natureza se renovar a cada dia, mas nem mesmo assim, acreditava na presença de Deus. Os raios das estrelas me enviavam tilintadas, até parecia um chamado ao qual não tive nervos para ceder!

   E um dia, deitado nas areias de uma bela praia, fiquei a contemplar os raios do sol que se introduziam nas águas e ao mesmo tempo expandiam-se mais brilhantes que nunca. Em instantes, como se a lua desse descanso ao sol, agarrou ao mar com seus raios, e juntamente à ela, as estrelas que se fingindo pequeninas, entravam em conexo com a lua dando seqüência ao esplendor de um espetáculo, que, ah principio era normal e rotineiro, mas no entanto, era mais uma mensagem a qual não encontrava compreensão. Senti-me com a necessidade de entendê-la, mas só que, o bloqueio dos meus sentidos fora irrevogável, e sem entender nada, senti meu coração bater mais forte, as minhas veias agitavam-se com a passagem do sangue, que se tornava cada vez mais gelado. A minha vista começou a escurecer, e todas as paisagens que pareciam ser verdadeiras dádivas de um ser supremo, ficaram a margem de minha visão.

   Não pude mais ouvir o barulho do mar, que antes, entrava aos meus ouvidos como letra e melodia. A frieza da areia eu já não sentia mais. Estava sentindo uma grande dor, mas mesmo assim me sentia feliz.

   Em pouco tempo já não pensava em mais nada. Aparentemente estava só, mas alguém presenciava ao que me acontecia. Já podia sentir uma mão pesar sobre minha cabeça e ouvir uma voz suave, que me passava mensagem agradáveis. Estava em um outro plano. Pensei em voltar pra contar tudo, mas não saberia explicar, pois o que me aconteceu é inefável!
Marcos Suendel
Enviado por Marcos Suendel em 07/08/2006
Reeditado em 07/08/2006
Código do texto: T211222
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Sobre o autor
Marcos Suendel
Capinzal do Norte - Maranhão - Brasil, 31 anos
16 textos (1747 leituras)
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Marcos Suendel