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A LOCOMOTIVA DA VIDA

     O dia amanhece e nem parece que eu dormi, olho no relógio e são cinco horas ainda, o sono acabou e o corpo continua cansado mais é preciso levantar. O trabalho me espera, tomo meu banho e a água, além de tirar as impurezas exteriores do corpo, também serve para esconder o cansaço de uma noite mal dormida: apenas quatro horas e meia, nem um minuto a mais.

     A correria começa cedo, nem dá tempo para tomar café e mal tomo um copo d`água, o ônibus passa na porta de casa mas não espera, ainda é preciso pegar outro ônibus, desço na rodoviária e pego Quatis.

     Ao chegar no serviço, às sete horas e trinta minutos, às vezes tomo café e outras não, já começo a trabalhar, numa sala com mais seis pessoas, fico ao lado da janela e a minha visão se resume a cinqüenta centímetros, na tela de um computador o dia inteiro, um telefone ao lado que toca sem parar e várias pessoas falando ao mesmo tempo ao lado. O que me resta? Apenas uma janela para observar a natureza, por sinal uma bela imagem, uma rodovia, muitas árvores e água em dois rios, vários pássaros e uma linha de trem aonde mais tarde vou ao seu encontro.

     No final do serviço vou para a Faculdade estudar um pouco e só saio de lá às dez horas, para chegar em casa perto da meia noite, jantar e novamente tentar dormir para um novo dia que estar por vir. Há! Onde entra a locomotiva? É que no intervalo do trabalho para a faculdade tenho cerca de uma hora livre, e aproveito para ficar sentado ao lado da linha de trem. Todo dia eu encontro a locomotiva puxando um monte de vagão, hora cheio e hora vazio, às vezes eu encontro parada: quem sabe me esperando para fazer companhia?

     Na nossa vida também temos uma locomotiva: o coração que bate sem parar, a todo vapor puxando vários vagões, ou seja, vários órgãos que formam o nosso corpo humano. Os nossos órgãos são iguaizinhos aos vagões do trem: em momentos estão cheios e em outros vázios. Tem dias que estamos cheios de alegria, de amor e disposição e é nesses dias que precisamos nos doar ao máximo a quem precisa e a nós mesmos, porque em outros dias estaremos vázios, sem amor e desanimado e, tudo aquilo que transmitimos aos outros, receberemos de volta.

     Agora eu percebi porque a locomotiva às vezes esta parada, é porque ela pode parar para fazer manutenção nos vagões, recuperar as energias e seguir em frente novamente. Se na nossa vida não pararmos também para nos cuidarmos, cuidar de nossos órgãos, nos abastecermos de energia e nos recuperarmos, quando a locomotiva do nosso coração parar nunca mais seguirá viagem. A diferença está aí!!! Ela sabe a hora de parar, ela sabe que se um vagão sair do trilho todos são afetados, inclusive ela. E nós? Será que sabemos a hora de parar? Não, por isso é preciso dar valor ao que não vemos: ao nosso interior, a nossa alma, aos nossos sentimentos. É preciso parar, cuidar e amar!!! É preciso saber viver!!!
Quenner Monteiro de Souza
Enviado por Quenner Monteiro de Souza em 06/11/2005
Código do texto: T67852
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Sobre o autor
Quenner Monteiro de Souza
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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