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A CISTERNA E O MANANCIAL.

“Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas e cavaram cisternas, cisternas rotas que não retém as águas.” Jeremias 2: 13

Um manancial é uma nascente de águas. É um reservatório inesgotável e  profundo, escondido em lugares não acessíveis ao homem. O homem não consegue tocar o manancial,  a não ser quando as águas se tornam superficiais, quando  brotam na terra.

 Quando essas águas profundas alcançam a superfície para serem desfrutadas pelo homem,  mudam de nome: deixam de ser manancial para ser fonte.

 A fonte é a extensão do manancial, é o seu prolongamento, é  o  cumprimento das riquezas do manancial, riquezas essas escondidas dos homens,  mas agora disponíveis  a todos os que têm sede, através da fonte.

Como um manancial de águas vivas, Deus Pai estava escondido.  Ele não era franqueado ao homem. Para que esse manancial fosse franqueado ao homem, agregou mais um  nome e uma função: tornou-se uma fonte, a extensão do manancial.  A fonte que mudou de nome e fez Deus Pai manancial tornar-se disponível ao homem é Jesus.

Para beber dessa fonte basta ter sede. Ninguém precisa ir ao mais profundo abismo para beber do manancial. Basta beber da fonte. Quem beber, verá que "essa fonte se fará dentro dele águas  que jorram para a vida eterna."

Quem tem o Senhor Jesus, tem a fonte que mata a sede. Continuando a beber, e bebendo continuamente, tal pessoa se faz (ela também)  uma fonte  para matar a sede de todos os que estão em derredor.

Todos nós conhecemos pessoas-fontes. São pessoas especiais que procuramos, diligentemente, quando estamos secos, quando o solo da vida parece ser  uma gretadura só. Então, vamos a elas e bebemos. Bebemos da  sabedoria, da  mansidão, da  palavra de fé,  que mata a sede que sentimos de Deus. Tais pessoas atraem todos os homens.

Os homens gostam de água. Aonde existe uma fonte, um rio, um mar, lá estão os homens se banhando nas águas.  Sem água não há vida.

Existem pessoas-fontes, que assim o são, porque bebem de Jesus que é a fonte por excelência.  Para matar a imensa sede do mundo, a fonte conta com a ajuda do riacho... o riacho vira rio... o rio vira mar.  O riacho, o rio e   o mar são graduações do Espírito de Deus. O Espírito de Deus se move sobre a terra, como se move o riacho, o rio e o mar.

Tudo tem origem  no manancial, floresce na fonte,  transborda no rio e desemboca no mar.  O manancial é o Pai, a fonte é o Filho, o riacho é o Espírito. O rio e o mar também são símbolos do Espírito. Quem tem pouco do Espírito de Deus, tem um riacho, quem tem mais do Espírito de Deus,  tem um rio, quem tem muito do Espírito de Deus,  tem um imenso mar.

Essa é a maneira adequada de abastecer-se de Deus.

Mas, o sistema religioso mundial criou as cisternas rotas. As cisternas rotas são cavadas na terra pelo esforço do homem.  Custa muito fazer uma cisterna e logo depois desse esforço, descobre-se que a cisterna não retém as águas: ela está rota.

O sistema religioso mundial é perito na construção de cisternas que não conseguem conter toda a água que existe no manancial e na fonte. A fonte jorra para cima e para o alto. A cisterna vaza para baixo. A fonte  oferece  águas límpidas, a cisterna oferece águas turvas. A fonte nunca se esgota porque vem diretamente do manancial. A cisterna precisa ser abastecida pela chuva e pelo esforço do homem e tanto esforço é inútil, ela acaba por secar.

Os homens deixam do manancial–fonte-riacho-rio-mar, para beberem  em cisternas rotas, cavadas com o trabalho das próprias mãos.  Toda religião é cisterna. Toda religiosidade é produto da cisterna.

 Jesus não veio fundar uma religião. A religião é uma organização que não mata a sede do homem, mas ainda o mantém sedento, aprisionado a regras, preceitos e rituais.  O cristianismo é um organismo vivo, porque é uma Pessoa, a pessoa viva de  Jesus. Essa pessoa em nós,  revela-nos todas as coisas, sem necessidade de códigos externos. A cisterna representa a lei, a fonte representa a liberdade. A fonte corre para o rio e para o mar. Nem a fonte, nem o rio, e nem o mar, podem  ser contidos em uma cisterna.

Tudo o que precisamos fazer é beber e matar a nossa sede na fonte adequada.  Jesus é a fonte do manancial, sua água é fresca e  nos satisfaz.  O Espírito é um rio que refresca e leva a vida por onde passar.

O homem pensa que a cisterna e a fonte são iguais, porque ambas contém água. Mas Deus disse que cometemos uma maldade quando confundimos o manancial de águas vivas com uma cisterna de águas mortas.

Que Deus nos dê entendimento em tudo, e o discernimento necessário para que possamos distinguir entre a cisterna e o manancial.  Só Ele pode fazê-lo, e se permitirmos, Ele o fará.












Ana Ribas
Enviado por Ana Ribas em 17/10/2007
Código do texto: T697625

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Sobre a autora
Ana Ribas
Cruzeiro do Oeste - Paraná - Brasil
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