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LEO III - NOVA PRISÃO - CAPÍTULO 7


                                  CAPÍTULO 7 – NOVA PRISÃO
                                                                                                           
                                                       
                                                        Leo foi levá-la até onde Ciro e Célia estavam e lá, despediram-se. Quando a caminhonete se afastou, Leo foi para seu carro, mas ao chegar lá, encontrou policias esperando por ele.
- Leo Torres?
- Ah, não, de novo não! – exclamou Leo.
- Você está preso! – falou o policial, colocando as mãos deles às costas e algemando-o.
- Não é possível que meu pai suborne a polícia de Valinhos também!
- Não, dessa vez quem vai dar um jeito em você sou eu! – falou Alcântara, saindo de trás do carro da polícia.
  Leo ficou branco.
- Doutor Alcântara!
- Cafajeste! – exclamou o médico, desferindo no rosto do rapaz um tapa sonoro. – Você nunca mais vai tocar na minha filha, seu moleque!
   Os policiais o colocaram na viatura e o levaram para a delegacia.

   Gilda não ficou sabendo da prisão de Leo. Alcântara havia descoberto tudo sobre os encontros dos dois, mas não contou nada a ninguém e Gilda voltou para casa quase que tranquila.
   Leo foi transferido para a delegacia de Serra Negra naquela tarde e ficou preso por mais dois dias, até que o próprio Samuel fosse tirá-lo, o que o rapaz considerou muito estranho.
   O velho foi até muito gentil com ele, e Leo, apesar de intrigado, aceitou a gentileza porque não queria piorar as coisas.
   Em casa, perguntou:
- Você sabe por que eu fui preso?
- Sei, você não sabe? – perguntou Samuel, sorrindo irônico.
- Quem foi que contou pro Alcântara que eu estava em Valinhos?
- Não fui eu, pode ficar sossegado. Não sou a única pessoa decente nessa cidade. Eu nem tinha ideia de onde você estava. Pensei que estivesse finalmente morto.
- Então quem foi?
- Quem mais sabia, além de você?
   Leo pensou e lembrou-se:
- O Haroldo?
- Ele mesmo! – respondeu Samuel, rindo.
- Não acredito... Você está querendo me colocar contra ele.
- A troco de que eu faria isso? Pergunte a ele, então, se não acredita em mim.

   Leo saiu novamente e foi perguntar ao amigo na repartição onde ele trabalhava. Haroldo não estava lá. Foi até sua casa e fez o possível para não ser visto na casa de Alcântara. Entrou e viu o rapaz sentado no sofá, muito abatido. Haroldo pareceu assustar-se ao vê-lo.
   Leo ficou em pé olhando para ele e percebeu que havia algo estranho com comportamento do amigo.
- Você contou pra ele...
   Haroldo inclinou o corpo para frente e passou as mãos pelos cabelos.
- Seu pai me ameaçou...
- Ameaçou? Ameaçou como?
- Eu perderia meu emprego...
   Leo começou a ficar nervoso e segurou-o pelo colarinho da camisa, fazendo-o levantar-se.
- Como ele pode ter ameaçado você, se não sabia de nada?!
- Ele desconfiou que você estava demorando demais pra voltar e que só eu saberia onde você estava. Veio até aqui e me obrigou a dizer, caso contrário, ele falaria com o Prado e ele me colocaria no olho da rua! Você sabe da influência que seu pai tem na cidade...
- Você é um rato, Haroldo! – Leo disse, empurrando-o.
   Duas lágrimas rolaram no rosto do rapaz que não reagiu. Leo afastou-se dele.
- Você me traiu!
- É muito fácil falar! Você nasceu deitado em ouro! Nunca teve que trabalhar pra comer, se vestir, pra viver! Eu tenho essa casa, mas, se eu não trabalhar, não tenho ninguém por mim! Eu preciso do meu emprego, Leo!
   Leo esfregou o rosto com as mãos e procurou acalmar-se.
- Você sabe como andam as coisas aí na casa do lado?
- Até onde eu sei... está tudo bem. O doutor Alcântara não contou pra Gilda que descobriu tudo. Eu pedi.
- Por quê?
- Porque não adiantaria nada ele brigar com ela.
- Tudo bem, melhor assim mesmo. Mas essa calmaria não vai durar muito. Eu vou falar com ele. Quero me casar com a Gilda... e vou me casar com ela.
   Haroldo não disse nada.
- Fique fora disso, está me ouvindo? Já...  ajudou bastante... Judas!
   Leo saiu da casa. Haroldo encostou a cabeça no sofá e começou a chorar.


            LEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEO III
                         NOVA PRISÃO - CAPÍTULO 7
Velucy
Enviado por Velucy em 13/10/2017
Código do texto: T6141036
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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