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A diferença entre Professor e Educador

     Este é um assunto que muito deveria interessar as escolas e as universidades. Existe diferença entre ser professor e ser educador? Será que o meio acadêmico avalia esta diferença quando contrata um professor, ou quando seleciona por meio de rigorosos e exaustivos concursos para área da educação?  Será que os pais ao escolherem a escola para seus filhos questionam a formação pedagógica dos profissionais que serão os responsáveis pela sua formação nessa caminhada?
     Se considerarmos que tal diferença existe e tal diferença pode ser identificada, teremos assunto o bastante para reflexões. Quais os requisitos para a formação de mestre e doutores numa universidade? Vocação, aptidão ou plano de carreira?  Será que a formação mínima necessária para contratação de um professor considera a vocação ao ensino quesito necessário e imprescindível para sua realização? Ou serão títulos, participações em congressos e seminários, pesquisas, histórico escolar entre tantas outras exigências necessárias cabíveis de mensurar a didática tão pouco enfatizada? Será que entre todas estas exigências, a didática e a aptidão de ensinar do professor se encontrão nas entrelinhas, ou melhor, subentendidas?
      Quando ficará claro que apenas a transmissão do conhecimento não é o suficiente para que se realize o processo de ensino aprendizagem? Quando o comprometimento com a formação de um cidadão, de um profissional crítico, analítico e interativo com a família (esta instituição tão esquecida) e com a sociedade, será tarefa (se assim pode se chamar este prazer) do educador?
     Quando o diálogo tomará cena e poderá ser incorporado definitivamente no cenário escolar? Mais especificamente na sala de aula? Quando o professor autoritário será substituído pelo educador convicto que a transformação do aluno em um cidadão ou profissional capaz de refletir, raciocinar e solucionar os problemas impostos tanto em sala de aula, quanto no campo profissional é sua função? Será utópico acreditar que esta vinculação entre o papel de professor e educador um dia poderá ser desprendida?
     Quando será aceito por todas as instituições de ensino que apenas difundir conhecimento não é seu papel, existe mais, existe o diálogo nessa transmissão de conhecimento. Apenas o monólogo do professor, crente de suas convicções, não abre portas para o processo de aprendizagem do aluno. É necessária a interação empírica e a percepção da prática do que se aprende, para desatar a teoria cientifica do que se é tomado como conhecimento na academia para a satisfação do ato de aprender. Mas como tudo isso pode se tornar concreto? A prática do diálogo, da transmissão de conhecimento entre o educador e o educando é ferramenta essencial para abordagem de tal procedimento.
Rafael M Menezes
Enviado por Rafael M Menezes em 26/10/2008
Reeditado em 26/10/2008
Código do texto: T1249171

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Sobre o autor
Rafael M Menezes
Lavras - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
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