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Perdição


                              (16/10/2005)

Já não sei o que é direito...

Eu só vejo preconceito...

E a sua roupa nova...

É apenas uma roupa nova...

 

Pergunto-me hoje mais uma vez

Por que viver?

Se já não sinto vontade?

Pra que levantar de manhã se eu sei exatamente o que vai acontecer?

Realmente nada nessa vida acontece por acaso

Tudo tem um preço, um porque...

Pena que eu não sei nem o preço e nem o porque.

Estou de acordo com a conclusão de que nós seres humanos somos comodistas,

Dependentes, e nos deixamos levar pelas pequenas coisas de nosso dia-a-dia.

Quando tudo anda sempre igual, você se acomoda, e quando isso muda, sai de rotação pelo uma vez em sua vida, acontece tudo de uma vez só.

Hoje não estou revoltada, apenas deprimida por mais uma vez me pegar juntando os cacos da nossa paixão.

Estou começando a achar que relembrar é um erro, pois assim estamos deixando de viver o nosso presente, para voltarmos ao passado.

Agora são exatamente 05:43 da madrugada, de acordo com o horário de verão.

Não sinto a mínima vontade de dormir, muito menos de levantar a minha bunda da cadeira, ou de sair da frente do computador, acho que mais uma vez estou naquela faze triste, feia, chata, em que demorei muito para me recuperar, e talvez dessa vez não seja tão fácil assim levantar do chão.

Acabei de voltar de uma festa bem animada por sinal, que ajudou muito a levantar os ânimos rebaixados da galera, ou seja, os meus...

Muita comida, muitaaaaaa bebida e palhaçada, mais alguma coisa estava me mantendo ali, calada, parada, sem reação...

Aqui estou mais uma vez no desabafo, sozinha, com minha musica triste (whitesnake).

Meus pensamentos eu nem sei mais aonde andam, com certeza estão perdidos por ai, como o de costume.

Tudo o que eu queria hoje, amanhã e nos próximos dias, era apenas sossego, paz, harmonia, e não cobrança, cara feia, palavras indeterminadas, queria poder andar na rua, sem sentir aquela sensação de que há alguém me perseguindo, ágüem me vigiando, alguém sempre olhando o que eu faço. Ou o que vou fazer.

Acredito que todos nós somos independentes, seja de qualquer maneira.

E mais uma vez o medo toma conta de mim, talvez seja por isso que não quero mais sair de minha casa.

Hoje choro de desespero, tremo de pavor... gostaria que tudo isso jamais tivesse acontecido...
Babinha
Enviado por Babinha em 08/04/2006
Código do texto: T135821
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Sobre a autora
Babinha
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
41 textos (2560 leituras)
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