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Surto

"Eu quero que você morra,
Eu quero que você se dane, sua desgraçada!"

São palavras assim que tormam o dia de qualquer pessoa uma droga, fala seriu, isso são coisas que são ditas de uma mãe?
mas olha a minha cara de preocupada.
Eu sempre venho aqui para trazer alguma mensagem, uma lição, um pensamento, uma saudade. mas hoje acho que vai ser diferente.
Estou afim de desabafar.
Tem tanta coisa aqui presa, que eu não consigo soltar nem por motivos de força maior.
Uma pessoa sem companhia, sem amigos, sem familia( em termos), sem ninguém.
Essa sou eu, nunca tive alguém que eu pudesse contar, são sempre pessoas falsas, querendo te arrancar tudo, com sua inveja, seu egoísmo, sua arrogancia, sua ignorancia.
Pra falar a verdade eu odeio as pessoas, odeio o mundo, odeio o Sol, odeio o dia, odeio as flores, odeio o verde, odeio o azul, o vermelho, odeio você, me odeio, odeio tudo, e todos.
Agora vai perguntar se eu era assim. Magííína. Um amor de pessoa, sempre muito alegre, cheia de vida.
E agora o que vê? Apenas tristeza, fraqueza, angustia, raiva, odio, rancor, mágoa.
Aquele olhar que tanto brilhava, que ofuscava todo o resto, agora não passa de um grande buraco negro, fundo, sem vida, e alagado.
Tudo bem que quem criou tudo isso foi a minha própria ignorancia, a minha falta de amor próprio.
O que me deixa mais P da vida é que a gente dá tudo de nós por pessoas tão baixas, que não merecem nem os meros desprezos.
Eu por exemplo fiz de tudo realmente, dei tudo de mim, lutei com toda força que pude, agarrei todas as oportunidades que me apareceram de um grande amor...
Um amor doentil, que me dava forças o suficiente para viver até mais do que devia, mas ao mesmo tempo me arrancava tudo de bom, deixando-me fraca, para não poder partir em paz, com o coração limpo, a alma transparente.
Esse amor foi se tornando uma tortura que me machucava cada vez mais, só que eu não podia fazer nada para me ajudar.
Fiquei totalmente paralizada aos comandos dos superiores.
Aquela luzinha no fim do túnel, aquela coisinha chamada esperança, sinceramente não existe mais.
Eu definitivamente decidi parar de lutar, de viver, de desejar, de sonhar.! Quero apenas um inverno solitário, silêncioso e escuro.
Ficarei sentada na minha cadeira de balanço esperando com toda paciência do mundo a morte vir me beijar.
A única coisa que me restou foi algumas folhas em branco e uma caneta para ainda poder relatar a minha solidão.
Mas até isso tão querendo tirar de mim, tão querendo rasgar minhas lembranças, meus delírios, meus desejos, minhas épocas.
"Tudo passa, tudo passará."
Quem disse isso devia ser corno conformado, assumido e manso. porque não é possivel ficar pensando assim durante muito tempo. Não há ser humano que suporte.
Eu só queria que alguém me escutasse, que conversasse comigo, que tentasse ao menos me compreender.
Eu choro calada, sozinha, por dentro...tudo destruído pela maldade humana.
Eu já não sei o que fazer, nao tenho mais forças para continuar essa trilha, quero parar, sei que vou fracassar uma hora ou outra.
Já não aguento mais essa  tortura, esse sentimento retraido, essa maldade no coração, esse olhar frio, esse corpo duro, esse jeito desprezavel, essa forma impetulante, essas coisas já estão me matando, se é que ainda não mataram.
Eu me esqueci completamente o que é felicidade, o que é um sorriso, uma ato de bondade, uma solidariedade, uma benção.
Eu tentei acertar com uma pedra o coração que me maltratava, mas eu não consegui, uma placa te protege, te liberta, te guarda.
Eu tentei figir, escapar, sair daqui, mas esse monstro quer eu eu continue aqui...
Por que fazes isto comigo?
Por que não me deixa em paz?
Por que tem que ser comigo?

Mas eu ainda guardo as lembranças de quando fomos felizes...
Como se isso fizesse importancia agora...
Eu já estou cansada de promessas, de palavras doces, de consolos, de pessoas falsas.
Eu quero viver, ou melhor, quero morrer logo, quero fugir, quero me libertar, quero voar, quero flutuar, quero mergulhar, entrar de cabeça numa pscina e me afogar!!!
Bom, depois desse baita desabafo, vou ficando por aqui!
Quem entrou, leu gostou, obrigada, fico lisongeada!
Mas se puder, e não abusando da boa vontade de vcs, deixem um comentário, pra ver se me ajuda em alguma coisa...
valew!!!
Babinha
Enviado por Babinha em 19/04/2006
Reeditado em 19/04/2006
Código do texto: T141673
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Sobre a autora
Babinha
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
41 textos (2560 leituras)
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Babinha