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Sonhos

Já sonhei em ser tantas coisas,
Coisas das quais algumas foram esquecidas.
Esquecidas, pois não podiam ser alcançadas,
Pois aposto que alcançar me parecia involuntário em tal instante...
Instante no qual sorri e me perdi.
Perdido então que fiquei a sonhar e idolatrar.
Idolatrar imagens distintas das quais algumas não lembro-me com toda significância que deveria
Dever, que deveras a mim o amor ao qual não provei...
Provar o sabor de sonhar e não retornar,
Retornar aos sorrisos...Se não me mostram ser possível, então que retornar de um sonho não seja tão amargo quanto uma lembrança sem esperanças de revivê-la.
Reviver, a morte dos dias atuais,
Atualidade da qual me fazes sentir o desejo inconstante de voltar a épocas onde nunca estive e se estive lembro-me em sonhos infundados.
Infundados por suas dúvidas ressequidas e amargas,
Já que duvidaste de meus sonhos, então duvidaras de mim, posto que eu sou todo meu sonho, toda minha lembrança e toda minha saudade,
Saudade dos tempos que não hei de reviver,
E dos sonhos que não sei se irei alcançar,
Mas que alcançar já tenha me dado seu significado a algumas linhas acima, segundos, minutos que já se passaram.
Passar...Como passam as horas lentas dos meus dias de aturdidos pensamentos e ilusões nas quais mergulho com fervor e igualitária ternura.

Júlio Nunes Sandes
Enviado por Júlio Nunes Sandes em 23/04/2006
Código do texto: T143813
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Sobre o autor
Júlio Nunes Sandes
Salvador - Bahia - Brasil, 25 anos
3 textos (231 leituras)
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Júlio Nunes Sandes