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DÚVIDAS

Certa vez eu sentei e pensei,
Seria Deus como eu?
Assim, na dor que às vezes me vem?
Afinal, ouvi falar em sacrifícios.
E quem melhor que o criador,
Entender da cria?
E do amor simples como o vento?
Poderia ser Deus um sonhador?
Sou menos que minha inteligência permite,
Racionalizo apenas o que meu corpo exige,
Posso perguntar por Deus e entender a criação?
Por outro lado, sou o que sou como contradição,
Não me fiz um julgador de dúvidas,
Embora me pegue com medo de entendê-las.
Porque o princípio de tudo precipitou o mal?
Pelo valor a ser reconhecido no bem?
Talvez um branco além do preto?
A morte vai e vem como herança da vida,
Não se faz de rogada, nem mesmo na despedida.
Não há preconceito algum, criança ou velho...
Um olhar de desespero não foge ao destrato,
Nem mesmo o choro sentido a falsa interpretação.
Um sonho é um sonho ou talvez poesia,
Mas é um sonho enquanto mentira.
Nada vagueia em solidão, há um olhar de julgamento.
E entre cegos de mãos estendidas
Ladrões em desesperada corrida,
Cancerosos e aleijados,
Invejosos e facínoras,
Há um sangue da criação primeira,
Dos bem amados e profetas,
Há um futuro na maior das incertezas,
A própria dúvida da eternidade e o medo da morte.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 25/05/2006
Código do texto: T162831
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
732 textos (54104 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante