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VIVER APENAS 

Fala-se por demais na vida construída nos sonhos, atitudes criadas na imaginação dos poetas, no amor, esse amor somente visto na criação alheia, naqueles sentimentos que escondemos de nós mesmos e atribuímos ao próximo, como autor único de uma realização impossível. Somos amor, mas não acreditamos  nisso..., um amor de um horizonte longínquo, um horizonte incomensurável de um mundo inexistente. Penso eu que um mundo de amor, não se constrói abstraindo-se da verdade, por mais cruel que pareça, isolando-se do que se perpetua como defeito, do feio e mal acabado, mas aceitando o inexplicável como limite de nossas atitudes. Aceitar ser parte pequena, porém imprescindível de uma obra grandiosa é colocar-se ao nível dessa perfeição, sim de fato, somos mesmo, parte dela. Por isso, cada gesto receptivo ao próprio meio de nossa existência, buscando engrandecer o todo, 
o corpo dessa obra, como pedaço de nós mesmos, é na verdade está se colocando como humilde servo nas mãos do criador, seja Deus, força superior ou outro nome qualquer. Nem sempre temos forças para remover obstáculos, que se nos apresentam com tamanha resistência; e quem pensará fazê-lo sozinho? Solitariamente... Pois que uma corrente é feita de elos e cada qual resiste dentro dos seus limites, mas na união destes, esse limite se multiplica
 em uma progressão geométrica, maior que o nosso entendimento, simples-mente evolui, torna-se gigante. Olhar a natureza harmoniosa e apreciar nossos irmãos irracionais é forma de lição divina, eles, criaturas geradas pelo mesmo sentimento inicial, a explosão maravilhosa do nada no desfecho criativo do universo, aceitam apenas viverem na forma que lhes foi dada receber, e inconscientemente, nos mostram que é mais fácil construir uma harmoniosa e inexplicável vida, do que lançar-se ao estudo de nossas limitações. Viver em busca do amor próprio, é forma simples que induz ao amor ao próximo, e feito isso, estamos no rumo certo que nos foi dado caminhar. Penso eu, ser esta a mais poderosa arma criada por deus e a mais simples de utilizar, para estarmos em sintonia com os desígnios da perfeição. Seja lá o deus você tenha, certamente é um Deus de amor.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 07/06/2006
Reeditado em 08/10/2006
Código do texto: T171213
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
732 textos (54093 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante