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                                                                     Críticas 

                                                                          "Criticar sem ajudar, 
                                                                          só ajuda a corromper mais.” 


     Quantas e quantas vezes nos sentimos incomodados com a atuação pouco inspirada dos artistas humanos, sejam parentes, sejam amigos? Nossa intolerância atinge o ápice se falamos de algum canastrão que vive de cacos e não decora bem o seu papel. Pergunte-se, amigo vencedor, você é um diretor competente ou um competente diretor? Compreende a motivação de uma atitude ou critica impacientemente a sua execução? Conhece o prólogo do texto ou se impacienta e passa direto ao epílogo? 
     A cada uma dessas perguntas, cabe uma resposta que compromete sua crítica. Na verdade, queremos que o outro seja o espelho a refletir nossas ações e virtudes, sentimentos e emoções. Não gostamos de verde, a este preferimos o amarelo, não raro, porém, anulamo-nos diante de alguma mística antevisão de prazer ou de ganho imediato, calamo-nos diante de um sorriso alvissareiro e que nos remete ao que queríamos dar ou receber. Encantados com sua mágica nívea, à espera de uma ilusória relação de bem-estar, aceitamos o verde, em todas as suas tonalidades como a única cor a enfeitar o arco-íris. 
     Um dia, os tons se esgotam, o desejo arrefece, o prazer se torna tédio, o ganho é menor do que o investimento: você precisa do amarelo novamente. Ao receber mais uma visita do verde teimoso, você se desespera: “Por que você só me aparece assim? Eu odeio verde!”; nesse instante, seu reflexo desaparece e você se volta para si, para sua solidão consentida. Então se irrita, esbraveja, pragueja e auto-apieda-se: “Não há ninguém como eu nesse mundo!”. Isso é uma lição. 
     Cada um de nós possui a capacidade de gerir-se, mas dominar o próximo ou deixar-se dominar é fraqueza que atrasa o percurso evolutivo e impede-o de acender a Luz. 
     Não há solução para o outro, apenas para si. Nunca aponte um defeito grave, antes sugira uma solução simples. Lembre-se de que só amamos alguém e a ele compreendemos e aceitamos quando somos capazes de reconhecer e corrigir nossos muitos vícios sem jamais afundarmos na vaidade de nossas poucas virtudes.
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 15/06/2006
Reeditado em 24/07/2006
Código do texto: T176105

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351741 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 16:36)
Nel de Moraes